Eu queria reger a vida
Com a habilidade de um maestro
Quando rege uma orquestra
Fazer da minha vida uma melodia
Escrevendo as notas na pauta certa
E aprender como um pintor
A misturar as cores com perfeição
Eu queria pintar a minha vida
Com uma tonalidade mais feliz
E expressar na tela do meu rosto
O sentimento exato
Retirar o véu do meu coração
Abrir meu peito
Deixar o sol entrar e tudo iluminar
Retirar as trancas do meu sorriso
E o amargo da minha boca
Poder cantar a minha música
No tom certo da minha voz
Eu queria encontrar a harmonia
Das cores e dos tons
Do silêncio e dos sons
Eu queria ter o dom de esquecer
As lágrimas que rolaram
As feridas que sangraram
Os sonhos que naufragaram...
Mas hoje sei que melhor do que esquecer
É lembrar que por tudo que vivi
Hoje posso ser melhor
Rosangela Prado
quinta-feira, 23 de junho de 2011
terça-feira, 21 de junho de 2011
Aprendiz
Ruas quebradas
Esquinas viradas
Pontos de decisão
Destinos do coração
Escolhas perfeitas
Bagagens desfeitas
Rumos contrários
Segredos de armários
Riscados,grifados
Depois apagados
Com tinta e verniz
Mão de aprendiz
Tentando traçar
Seu próprio andar
Tentando assimilar
A arte de amar
Rosangela Prado
Esquinas viradas
Pontos de decisão
Destinos do coração
Escolhas perfeitas
Bagagens desfeitas
Rumos contrários
Segredos de armários
Riscados,grifados
Depois apagados
Com tinta e verniz
Mão de aprendiz
Tentando traçar
Seu próprio andar
Tentando assimilar
A arte de amar
Rosangela Prado
Teus olhos
Teus olhos...
Profundas águas claras
Contando histórias raras
Das suas aventuras
Voando nas alturas
De um céu que é só seu
De um sonho que é só meu
Trilhas perigosas
Curvas sinuosas
Descrevem o caminho
Onde pousa de mansinho
Um coração deslumbrado
Às vezes assustado
Um rosto já maduro
Às vezes inseguro
Desejando parar o tempo
Pra alcançar seu sentimento
Inventando novas memórias
Reescrevendo suas histórias
Desvinculado do passado
Desejando apenas ser amado
Rosangela Prado
Profundas águas claras
Contando histórias raras
Das suas aventuras
Voando nas alturas
De um céu que é só seu
De um sonho que é só meu
Trilhas perigosas
Curvas sinuosas
Descrevem o caminho
Onde pousa de mansinho
Um coração deslumbrado
Às vezes assustado
Um rosto já maduro
Às vezes inseguro
Desejando parar o tempo
Pra alcançar seu sentimento
Inventando novas memórias
Reescrevendo suas histórias
Desvinculado do passado
Desejando apenas ser amado
Rosangela Prado
sábado, 18 de junho de 2011
Rosa dos ventos
A rosa dos ventos
Marca a direção
Dos meus pensamentos
Buscando seu coração
O seio da terra
Repete os segredos
Que o medo encerra
Em muitos enredos
Minha alma é o espelho
Que reflete o meu bem querer
E de dentro da minha solidão
Apenas eu posso te ver
Rosangela Prado
Marca a direção
Dos meus pensamentos
Buscando seu coração
O seio da terra
Repete os segredos
Que o medo encerra
Em muitos enredos
Minha alma é o espelho
Que reflete o meu bem querer
E de dentro da minha solidão
Apenas eu posso te ver
Rosangela Prado
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Sentença
Olhos que não se cansam de ver
Os olhos que não podem ter
Paisagem colorida a vibrar
Na tela de uma vida singular
Uma história sendo escrita no vazio
De um livro esquecido,meu desvario
Caminhos que se cobiçam
Brasas que se atiçam
Corpos que se desejam
Bocas que não se beijam
Águas que correm
Desabafos que morrem
Lembranças que perduram
Sonhos que murmuram
Como pesadelos
Entre meus cabelos
As palavras que adio
Para um futuro vazio
Sem a tua presença
Essa é minha sentença
Viver dias sem vaidade
Só repletos de saudade
Rosangela Prado
Os olhos que não podem ter
Paisagem colorida a vibrar
Na tela de uma vida singular
Uma história sendo escrita no vazio
De um livro esquecido,meu desvario
Caminhos que se cobiçam
Brasas que se atiçam
Corpos que se desejam
Bocas que não se beijam
Águas que correm
Desabafos que morrem
Lembranças que perduram
Sonhos que murmuram
Como pesadelos
Entre meus cabelos
As palavras que adio
Para um futuro vazio
Sem a tua presença
Essa é minha sentença
Viver dias sem vaidade
Só repletos de saudade
Rosangela Prado
terça-feira, 14 de junho de 2011
Vou embora
Vou embora
Vou seguir as estrelas
Até que possa acordar o sol
Vou embora
Para o meu recanto
Onde o desencanto
É o desfêcho do que foi encanto
Vou embora
Vou escapar de uma sina
Vou virar numa esquina
Voltar a ser menina
Dentro dos teus olhos
Rosangela Prado
Vou seguir as estrelas
Até que possa acordar o sol
Vou embora
Para o meu recanto
Onde o desencanto
É o desfêcho do que foi encanto
Vou embora
Vou escapar de uma sina
Vou virar numa esquina
Voltar a ser menina
Dentro dos teus olhos
Rosangela Prado
Como...
Como suportar a dor
De não se ter um ninho?
Como encontrar calor
Sem o teu carinho?
Como um vôo alçar
Sem ter céu para voar?
Como ser um passarinho
Sem voce prá me esperar?
Rosangela Prado
De não se ter um ninho?
Como encontrar calor
Sem o teu carinho?
Como um vôo alçar
Sem ter céu para voar?
Como ser um passarinho
Sem voce prá me esperar?
Rosangela Prado
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Mar de vidro
Onde está o mar?
Onde está o meu mar?
Onde eu era livre pra seguir meus sonhos...
Não falo desse mar de vidro
Que hoje é o meu lar
Esse mar com meio litro d'água
Sem sol,sem vida, sem cor...
Eu sou apenas um peixe solitário
Da estirpe mais comum
Dentro de um pequeno mar de vidro
Exposto sobre o armário
Não há nada novo aqui
Tudo é sempre igual
Sigo no meu rodear
Dia e noite sem parar
E de dentro do meu mar de vidro
Vejo quem vem me observar
Vejo olhos intrigantes
Olhos curiosos
Olhos maliciosos...
Eu fico a me perguntar
O que esperam esses olhos?
O que eles querem ver?
O que um pequeno peixe sózinho
Aprisionado num mar de vidro
Pode a esses olhos oferecer?
Será que esperam que nesse meu rodear
Eu dê um salto tão alto
Pra fora desse lugar?
Ou será que posso sózinha
Cometer algum delito
Algo que seja anormal
Capaz de virar manchete de jornal?
Ou apenas a imaginação desses olhos
É capaz de alimentar a sagacidade
Desses que vivem a me espreitar?
Ou será que querem
Gôta a gôta retirarem
Da minha lembrança meu mar
Até que me falte o ar
Até que me falte o sonho
Até que me falte a vida
Dentro desse meu mar
Meu pequeno mar de vidro
Meu pequeno rodear
Rosangela Prado
Onde está o meu mar?
Onde eu era livre pra seguir meus sonhos...
Não falo desse mar de vidro
Que hoje é o meu lar
Esse mar com meio litro d'água
Sem sol,sem vida, sem cor...
Eu sou apenas um peixe solitário
Da estirpe mais comum
Dentro de um pequeno mar de vidro
Exposto sobre o armário
Não há nada novo aqui
Tudo é sempre igual
Sigo no meu rodear
Dia e noite sem parar
E de dentro do meu mar de vidro
Vejo quem vem me observar
Vejo olhos intrigantes
Olhos curiosos
Olhos maliciosos...
Eu fico a me perguntar
O que esperam esses olhos?
O que eles querem ver?
O que um pequeno peixe sózinho
Aprisionado num mar de vidro
Pode a esses olhos oferecer?
Será que esperam que nesse meu rodear
Eu dê um salto tão alto
Pra fora desse lugar?
Ou será que posso sózinha
Cometer algum delito
Algo que seja anormal
Capaz de virar manchete de jornal?
Ou apenas a imaginação desses olhos
É capaz de alimentar a sagacidade
Desses que vivem a me espreitar?
Ou será que querem
Gôta a gôta retirarem
Da minha lembrança meu mar
Até que me falte o ar
Até que me falte o sonho
Até que me falte a vida
Dentro desse meu mar
Meu pequeno mar de vidro
Meu pequeno rodear
Rosangela Prado
domingo, 5 de junho de 2011
Entre as estrelas
Eu dancei dentro dos teus olhos
E voce não me enxergou
Eu cantei aos teus ouvidos
E voce não me escutou
Eu morei no teu coração
E voce não me percebeu
Te contei minhas histórias
E voce não me conheceu
Viajei pelo teu corpo
E voce não me desejou
Segurei na tua mão
E voce não me levou
Eu quiz seguir contigo
Mas voce não me chamou
E quando me procurou
Eu já não estava lá
E voce cantou prá mim
Quando eu não mais podia te ouvir
Quando seu corpo sentiu frio
Então voce me desejou
Quando seu coração ficou vazio
Então voce me chamou
E enquanto me buscas entre as estrelas
Eu continuo te tocando
Sem voce me perceber...
Rosangela Prado
E voce não me enxergou
Eu cantei aos teus ouvidos
E voce não me escutou
Eu morei no teu coração
E voce não me percebeu
Te contei minhas histórias
E voce não me conheceu
Viajei pelo teu corpo
E voce não me desejou
Segurei na tua mão
E voce não me levou
Eu quiz seguir contigo
Mas voce não me chamou
E quando me procurou
Eu já não estava lá
E voce cantou prá mim
Quando eu não mais podia te ouvir
Quando seu corpo sentiu frio
Então voce me desejou
Quando seu coração ficou vazio
Então voce me chamou
E enquanto me buscas entre as estrelas
Eu continuo te tocando
Sem voce me perceber...
Rosangela Prado
terça-feira, 31 de maio de 2011
Parede
Uma parede descascada
Um rebôco quebrado
Retrato do que o tempo faz
Com aquilo que não é bem cuidado
Nosso amor, uma casa em ruínas
Corações feridos, almas magoadas
Nossas lembranças dançando
Como bailarinas querendo ser perdoadas
Nossos sonhos, rascunhos esquecidos
Na mesa de um escritor
E de nós dois o que sobrou
Se reconstruiu além da dor
Rosangela Prado
Um rebôco quebrado
Retrato do que o tempo faz
Com aquilo que não é bem cuidado
Nosso amor, uma casa em ruínas
Corações feridos, almas magoadas
Nossas lembranças dançando
Como bailarinas querendo ser perdoadas
Nossos sonhos, rascunhos esquecidos
Na mesa de um escritor
E de nós dois o que sobrou
Se reconstruiu além da dor
Rosangela Prado
Estrelas
Estrelas no céu
Estrelas no mar
Um beijo escondido
Na cor do luar
Rosa vermelha
Que tem o rubor
Do sol que espelha
O seu resplendor
Tanta beleza
Metamorfose de amor
Revive a natureza
Do seu criador
Rosangela Prado
Estrelas no mar
Um beijo escondido
Na cor do luar
Rosa vermelha
Que tem o rubor
Do sol que espelha
O seu resplendor
Tanta beleza
Metamorfose de amor
Revive a natureza
Do seu criador
Rosangela Prado
sábado, 28 de maio de 2011
Viúva aranha
Tece com sua manha
A viúva aranha
A teia que arranha
Tece o seu laço
Em pequeno espaço
O seu embaraço
Deixa o gôsto ameno
Do doce veneno
Em meio ao sereno
Diz que ama a sorte
E um macho forte
Beija com a morte
Se veste de luto
Por motivo justo
Para dar o susto
Ri do meu pavor
Ri do meu horror
Ri do meu estopor
É sem sentimento
Mas por um momento
Cai de encantamento
Rosangela Prado
A viúva aranha
A teia que arranha
Tece o seu laço
Em pequeno espaço
O seu embaraço
Deixa o gôsto ameno
Do doce veneno
Em meio ao sereno
Diz que ama a sorte
E um macho forte
Beija com a morte
Se veste de luto
Por motivo justo
Para dar o susto
Ri do meu pavor
Ri do meu horror
Ri do meu estopor
É sem sentimento
Mas por um momento
Cai de encantamento
Rosangela Prado
Quem
Quem guia nos ares
A águia que voa?
Quem dita aos mares
O canto que entoa?
Quem chama as estrelas
Ao anoitecer?
Quem ao sol acorda
Ao amanhecer?
Quem diz ao amor
Quando pousar?
Quem me deu voce
Prá poder amar?
Rosangela Prado
A águia que voa?
Quem dita aos mares
O canto que entoa?
Quem chama as estrelas
Ao anoitecer?
Quem ao sol acorda
Ao amanhecer?
Quem diz ao amor
Quando pousar?
Quem me deu voce
Prá poder amar?
Rosangela Prado
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Homem valente
Vasta campina
Ave de rapina
Sangue vertendo
No chão se perdendo
Vida roubada
Na pedra tombada
Sob o olhar da morte
Que se julga forte
Homem amado
Por preço comprado
Não faz a viagem
Sem ter a passagem
Nem toma o trem
Sem saber de onde vem
Se orgulha do nome
Mesmo que com fome
Sabe que no passado
Seu destino foi traçado
Não troca o caminho
Por causa do espinho
Respira ofegante
Ao ver o gigante
Ri como criança
Quando entra na dança
Beija a mulher
Quando esta lhe quer
Esquece o rosto que enruga
Ao planejar a fuga
E cai desarmado
Como bicho domado
Não deixa a batalha
Mesmo quando falha
Segue sorrindo
Ainda que fingindo
Segue cantando
Ainda que chorando
Homem valente
Não cala,nem mente
Nem foge da dor
Ainda que seja de amor
Rosangela Prado
Ave de rapina
Sangue vertendo
No chão se perdendo
Vida roubada
Na pedra tombada
Sob o olhar da morte
Que se julga forte
Homem amado
Por preço comprado
Não faz a viagem
Sem ter a passagem
Nem toma o trem
Sem saber de onde vem
Se orgulha do nome
Mesmo que com fome
Sabe que no passado
Seu destino foi traçado
Não troca o caminho
Por causa do espinho
Respira ofegante
Ao ver o gigante
Ri como criança
Quando entra na dança
Beija a mulher
Quando esta lhe quer
Esquece o rosto que enruga
Ao planejar a fuga
E cai desarmado
Como bicho domado
Não deixa a batalha
Mesmo quando falha
Segue sorrindo
Ainda que fingindo
Segue cantando
Ainda que chorando
Homem valente
Não cala,nem mente
Nem foge da dor
Ainda que seja de amor
Rosangela Prado
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Ainda tenho companhia
Tu que andas pelos cantos
Me espreitando e aguardando
O momento certo e exato
Prá se fazer presente
Por favor eu te peço
Dê-me um tempo a mais
Pois ainda tenho companhia
Uma boa companhia...
Ah! solidão com certeza
Vais me cobrir como um véu
E devorar o meu vazio com a tua fome
E insaciável que és
Vais me fazer sentir a cada dia
O tamanho da tua fôrça
Vais colher as minhas lágrimas
E os meus suspiros
Vais conhecer minhas lembranças
Se alimentar das minhas saudades
Habitar nas minhas noites
Povoar meus pesadelos
E quando eu não puder dormir
Serás como um fantasma ao meu lado
Me fazendo ver como é grande e fria a minha cama
Solidão, solidão...
Aguarde um pouco mais
Ainda tenho companhia
Uma boa companhia....
Rosangela Prado
Me espreitando e aguardando
O momento certo e exato
Prá se fazer presente
Por favor eu te peço
Dê-me um tempo a mais
Pois ainda tenho companhia
Uma boa companhia...
Ah! solidão com certeza
Vais me cobrir como um véu
E devorar o meu vazio com a tua fome
E insaciável que és
Vais me fazer sentir a cada dia
O tamanho da tua fôrça
Vais colher as minhas lágrimas
E os meus suspiros
Vais conhecer minhas lembranças
Se alimentar das minhas saudades
Habitar nas minhas noites
Povoar meus pesadelos
E quando eu não puder dormir
Serás como um fantasma ao meu lado
Me fazendo ver como é grande e fria a minha cama
Solidão, solidão...
Aguarde um pouco mais
Ainda tenho companhia
Uma boa companhia....
Rosangela Prado
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Até quando...
Até quando desejaremos
Nos aquecer no calor do sol
E ele não nos queimará?
Até quando ouviremos
O canto do rouxinol
Ou sua espécie se extinguirá?
Até quando veremos
As flores colorindo a paisagem
Ou a terra se desertificará?
Até quando refletiremos
No lago calmo a nossa imagem?
Até quando ouviremos
O rio cantar de alegria?
Até quando nos saciaremos
Na delícia de sua água fria?
Ou nos mataremos
Quando essa riqueza escassear?
Até quando o céu chorará
Suas lágrimas de chuva sobre a terra?
Até quando a terra fecundará
E dará o fruto que o se ventre encerra?
Ou a terra de tão estéril suas entranhas exibirá?
Até quando respiraremos
O ar que nos mantém a vida?
Ou seremos mutantes
Capazes de não perecer ao veneno respirar?
Até quando viveremos
Trabalhando para além da comida?
Ou consumiremos até o fim
Os recursos de sobrevivência da vida?
Até quando olharemos o humano
E ainda nos identificaremos como espécie?
Ou o nosso caminho é tão insano
Que retrocederemos ao agir
Instintivo dos irracionais?
Até quando diremos do amor
Como remédio para toda ferida?
Até quando acreditaremos
Que sem mudança haverá saída?
Ou já perdemos a esperança
E nos lançamos numa trajetória suicida?
Até quando ainda riremos
Das gracinhas das nossas crianças?
Ou se elas deixarem de existir
Nossos velhos é que rirão
Das nossas lambanças?
Até quando ainda sobreviveremos
Até nos tornarmos apenas lembranças?
Até quando?
Rosangela Prado
Nos aquecer no calor do sol
E ele não nos queimará?
Até quando ouviremos
O canto do rouxinol
Ou sua espécie se extinguirá?
Até quando veremos
As flores colorindo a paisagem
Ou a terra se desertificará?
Até quando refletiremos
No lago calmo a nossa imagem?
Até quando ouviremos
O rio cantar de alegria?
Até quando nos saciaremos
Na delícia de sua água fria?
Ou nos mataremos
Quando essa riqueza escassear?
Até quando o céu chorará
Suas lágrimas de chuva sobre a terra?
Até quando a terra fecundará
E dará o fruto que o se ventre encerra?
Ou a terra de tão estéril suas entranhas exibirá?
Até quando respiraremos
O ar que nos mantém a vida?
Ou seremos mutantes
Capazes de não perecer ao veneno respirar?
Até quando viveremos
Trabalhando para além da comida?
Ou consumiremos até o fim
Os recursos de sobrevivência da vida?
Até quando olharemos o humano
E ainda nos identificaremos como espécie?
Ou o nosso caminho é tão insano
Que retrocederemos ao agir
Instintivo dos irracionais?
Até quando diremos do amor
Como remédio para toda ferida?
Até quando acreditaremos
Que sem mudança haverá saída?
Ou já perdemos a esperança
E nos lançamos numa trajetória suicida?
Até quando ainda riremos
Das gracinhas das nossas crianças?
Ou se elas deixarem de existir
Nossos velhos é que rirão
Das nossas lambanças?
Até quando ainda sobreviveremos
Até nos tornarmos apenas lembranças?
Até quando?
Rosangela Prado
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Eu queria
Eu queria poder cantar você
Numa melodia que te envolvesse por inteiro
Eu queria poder tocar você
Com uma canção em que você fôsse meu parceiro
Eu queria desenhar você
Na tela do meu corpo suado
Eu queria esculpir você
Na areia de um sonho não acabado
Eu queria escrever sobre você
Nas páginas da minha história
Eu queria dizer sobre você
De uma maneira não ilusória
Eu queria me lembrar de você
Com um toque de realidade
Eu queria estar com você
Por um minuto e matar a saudade
Eu queria chegar até você
E não precisar dizer nada
Eu queria olhar prá você
E deixar nossos corpos dizerem tudo
Rosangela Prado
Numa melodia que te envolvesse por inteiro
Eu queria poder tocar você
Com uma canção em que você fôsse meu parceiro
Eu queria desenhar você
Na tela do meu corpo suado
Eu queria esculpir você
Na areia de um sonho não acabado
Eu queria escrever sobre você
Nas páginas da minha história
Eu queria dizer sobre você
De uma maneira não ilusória
Eu queria me lembrar de você
Com um toque de realidade
Eu queria estar com você
Por um minuto e matar a saudade
Eu queria chegar até você
E não precisar dizer nada
Eu queria olhar prá você
E deixar nossos corpos dizerem tudo
Rosangela Prado
quarta-feira, 18 de maio de 2011
A rosa e o sol
A rosa plantada no jardim
Olha o céu cheio de nuvens
Que por um descuido
Deixam o sol se mostrar
E ele se exibe e se insinua
E a rosa pelo sol se encanta
E prá ele se enfeita
Com seu vestido vermelho
Dança a sua dança
Ao ritmo do vento
Exala seu perfume mais puro
Pede ao vento prá soprar mais forte
Quem sabe o sol possa senti-lo
Mas o sol se vai sem dizer que voltaria
E a rosa de tristeza rasga seu vestido
Nas pontas de seus espinhos
E na manhã seguinte quando o sol reaparece
Vê apenas retalhos vermelhos no chão...
Rosangela Prado
Olha o céu cheio de nuvens
Que por um descuido
Deixam o sol se mostrar
E ele se exibe e se insinua
E a rosa pelo sol se encanta
E prá ele se enfeita
Com seu vestido vermelho
Dança a sua dança
Ao ritmo do vento
Exala seu perfume mais puro
Pede ao vento prá soprar mais forte
Quem sabe o sol possa senti-lo
Mas o sol se vai sem dizer que voltaria
E a rosa de tristeza rasga seu vestido
Nas pontas de seus espinhos
E na manhã seguinte quando o sol reaparece
Vê apenas retalhos vermelhos no chão...
Rosangela Prado
terça-feira, 17 de maio de 2011
Vazio
Deito e me cubro com a lembrança do teu corpo
Imaginando que assim o frio vai embora
O frio que a alma enrijece
E que a solidão contempla e não se compadece
No meu quarto se amplia o vazio
Que as paredes não podem conter
Nem as palavras que desejo te dizer
Podem vencer esse desafio
Pois só o fogo da tua presença
Pode minha alma aquecer
Tua ausência pra mim é a sentença
Que me condena a longe de ti viver
Rosangela Prado
Imaginando que assim o frio vai embora
O frio que a alma enrijece
E que a solidão contempla e não se compadece
No meu quarto se amplia o vazio
Que as paredes não podem conter
Nem as palavras que desejo te dizer
Podem vencer esse desafio
Pois só o fogo da tua presença
Pode minha alma aquecer
Tua ausência pra mim é a sentença
Que me condena a longe de ti viver
Rosangela Prado
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Todos os dias
Todos os dias o sol se põe
Mas nem um pôr do sol é igual
Tantos rostos passeiam pelas ruas
Mas os sentimentos são tão desiguais
As ondas são como frases repetidas
Mas cada uma tem a sua história
Tantos são os caminhos
Quão diferetes são os destinos
O relógio que marca o que passou
Não pode marcar o quanto falta
O coração que como um sino dobra
Não escolhe por quem vai bater
O pensamento é como um vento sem dono
Ninguém o pode deter
Saudade um sentimento alado
Que não perde a direção
Mantém voce sempre perto
Prá consolar meu coração
Rosangela Prado
Mas nem um pôr do sol é igual
Tantos rostos passeiam pelas ruas
Mas os sentimentos são tão desiguais
As ondas são como frases repetidas
Mas cada uma tem a sua história
Tantos são os caminhos
Quão diferetes são os destinos
O relógio que marca o que passou
Não pode marcar o quanto falta
O coração que como um sino dobra
Não escolhe por quem vai bater
O pensamento é como um vento sem dono
Ninguém o pode deter
Saudade um sentimento alado
Que não perde a direção
Mantém voce sempre perto
Prá consolar meu coração
Rosangela Prado
Poesia inacabada
Retirei do meu rosto o véu
Tirei da minha boca o amargo do fel
Prendi no abismo o meu grito
Prá dizer o que eu acredito
Curei minha ferida com sal
Deixei fluir o que me é natural
Rasguei minhas roupas na rua
Deixei minha verdade nua
E voei nas asas do vento
E sorri...e sorri de contentamento
Rompi as fronteiras e os mares
Respirei novos ares
Rasguei meus contratos passados
Soltei meus pés enlaçados
E cantei o meu canto guardado
Retomei o sonho abandonado
Soltei minha alma aprisionada
Prá não ser mais violada
Vou reescrever uma história prá ser contada
Vou terminar minha poesia inacabada
Rosangela Prado
Tirei da minha boca o amargo do fel
Prendi no abismo o meu grito
Prá dizer o que eu acredito
Curei minha ferida com sal
Deixei fluir o que me é natural
Rasguei minhas roupas na rua
Deixei minha verdade nua
E voei nas asas do vento
E sorri...e sorri de contentamento
Rompi as fronteiras e os mares
Respirei novos ares
Rasguei meus contratos passados
Soltei meus pés enlaçados
E cantei o meu canto guardado
Retomei o sonho abandonado
Soltei minha alma aprisionada
Prá não ser mais violada
Vou reescrever uma história prá ser contada
Vou terminar minha poesia inacabada
Rosangela Prado
domingo, 15 de maio de 2011
O beija-flor
O beija-flor me conta segredos
Que ouviu no seu jardim
Me fala de histórias e enredos
Entre a rosa e o jasmim
Quando a noite desce enfim
E o silêncio começa a cantar
Canções serenas prá mim
Ouço falar teu nome numa canção singular
Abro a janela pra melhor ouvir
A voz que me chama baixinho
Um sussurro no meu pensamento
Cantando como riacho que corre mansinho
E no meio dessa noite me dá alento
A saudade que se veste de desejo
Despe meu coração do medo de sentir
O querer se faz sinônimo do proibir
O desejar do não possuir
A solidão responde pelo teu nome
A fome que sinto não é de pão
E a minha sêde só teus beijos podem saciar
A distância que nos separa é maior
Do que em kilômetros se pode medir
Ainda que sem poder te tocar
Ainda que só, preciso confessar
O quanto te quero mesmo não podendo ficar
Rosangela Prado
Que ouviu no seu jardim
Me fala de histórias e enredos
Entre a rosa e o jasmim
Quando a noite desce enfim
E o silêncio começa a cantar
Canções serenas prá mim
Ouço falar teu nome numa canção singular
Abro a janela pra melhor ouvir
A voz que me chama baixinho
Um sussurro no meu pensamento
Cantando como riacho que corre mansinho
E no meio dessa noite me dá alento
A saudade que se veste de desejo
Despe meu coração do medo de sentir
O querer se faz sinônimo do proibir
O desejar do não possuir
A solidão responde pelo teu nome
A fome que sinto não é de pão
E a minha sêde só teus beijos podem saciar
A distância que nos separa é maior
Do que em kilômetros se pode medir
Ainda que sem poder te tocar
Ainda que só, preciso confessar
O quanto te quero mesmo não podendo ficar
Rosangela Prado
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Lembrança
A lembrança que tenho de ti
É como um rio que serpenteia meu corpo
É como fogo brotando do chão
É como vento na tempestade
É brisa em tarde de verão
É como doce nas mãos de criança
É como riso sem trava ou censura
É um abraço cheio de saudade
É mentira com gôsto de verdade
Me faz tão bem me lembrar de ti
Abre as janelas da minha alma
Faz meu sangue dançar
Faz com que me atraia o espelho
E nele o belo eu vá rebuscar
Prá te mandar de presente
Uma imagem pra recordar
Tento encontrar no passado
No que o tempo não deixou passar
Gôtas de juventude
Que possam teus olhos lavar
Contas de lágrimas
Que a saudade sem querer
Faz dos meus olhos brotar
Na esperança de te ver
Rosangela Prado
É como um rio que serpenteia meu corpo
É como fogo brotando do chão
É como vento na tempestade
É brisa em tarde de verão
É como doce nas mãos de criança
É como riso sem trava ou censura
É um abraço cheio de saudade
É mentira com gôsto de verdade
Me faz tão bem me lembrar de ti
Abre as janelas da minha alma
Faz meu sangue dançar
Faz com que me atraia o espelho
E nele o belo eu vá rebuscar
Prá te mandar de presente
Uma imagem pra recordar
Tento encontrar no passado
No que o tempo não deixou passar
Gôtas de juventude
Que possam teus olhos lavar
Contas de lágrimas
Que a saudade sem querer
Faz dos meus olhos brotar
Na esperança de te ver
Rosangela Prado
Meu olhar
Meu olhar é cativo
Do teu lindo jeito de olhar
E de tanto te olhar
Voce se tornou dono do meu olhar
Às vezes tento me aventurar
E outro olhar encontrar
Mas teus olhos enfeitiçaram os meus
São donos do meu olhar
Meu olhar é espelho
Do teu olhar
Nele eu reflito
O dono do meu olhar
Rosangela Prado
Do teu lindo jeito de olhar
E de tanto te olhar
Voce se tornou dono do meu olhar
Às vezes tento me aventurar
E outro olhar encontrar
Mas teus olhos enfeitiçaram os meus
São donos do meu olhar
Meu olhar é espelho
Do teu olhar
Nele eu reflito
O dono do meu olhar
Rosangela Prado
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Nos ares
Nos ares de um céu
Que eu desconheço
Em meio às estrelas
Eu estremeço
Eu busco um rosto
Que eu conheço
E no colo da lua
Eu adormeço
Em meio às fragrâncias
Da madrugada
Desperto ao som
Da passarada
Envôlta em cores
De lindas matizes
Do véu do dia
De crianças felizes
Rosangela Prado
Que eu desconheço
Em meio às estrelas
Eu estremeço
Eu busco um rosto
Que eu conheço
E no colo da lua
Eu adormeço
Em meio às fragrâncias
Da madrugada
Desperto ao som
Da passarada
Envôlta em cores
De lindas matizes
Do véu do dia
De crianças felizes
Rosangela Prado
terça-feira, 10 de maio de 2011
Seria amor
Ah! Se não tivesses demorado tanto
Ou se eu não saísse tão depressa
Talvez tivéssemos nos encontrado
Em algum lugar
Antes de outros amores
Antes de outras paixões
Ah! Se pudéssemos determinar
O tempo e o lugar...
Seria antes o depois...
Seria sim o que foi não
Seria amor...
Esse amor...
Que eu não sei se é só meu
Ou se é de nós dois
Mas com certeza
É um pouco meu...
É um pouco seu...
Rosangela Prado
Ou se eu não saísse tão depressa
Talvez tivéssemos nos encontrado
Em algum lugar
Antes de outros amores
Antes de outras paixões
Ah! Se pudéssemos determinar
O tempo e o lugar...
Seria antes o depois...
Seria sim o que foi não
Seria amor...
Esse amor...
Que eu não sei se é só meu
Ou se é de nós dois
Mas com certeza
É um pouco meu...
É um pouco seu...
Rosangela Prado
domingo, 8 de maio de 2011
Prá me lembrar
Escondi meu coração
Prá que ele não ouvisse mais tua voz
Nem cantasse mais a tua canção
Mandei um recado prá lua
Prá que quando ela se mostrasse cheia
Me lembrasse de que não sou sua
Pedi ao sol que se lembrasse do que prometeu
Que todos os dias quando ele se for
Me fará lembrar de que não és meu
Mandei um pássaro dizer ao mar
Que parasse de repetir
Minhas frases de amor no seu cantar
Pedi ao vento que silenciasse
Pois já não posso ouvir seus recados
Pedi então que se desviasse
Mas não resisti e mandei soltar as lembranças
Que mais me aproximam de ti
Elas brincam como crianças
Dentro da saudade que habita em mim
Rosangela Prado
Prá que ele não ouvisse mais tua voz
Nem cantasse mais a tua canção
Mandei um recado prá lua
Prá que quando ela se mostrasse cheia
Me lembrasse de que não sou sua
Pedi ao sol que se lembrasse do que prometeu
Que todos os dias quando ele se for
Me fará lembrar de que não és meu
Mandei um pássaro dizer ao mar
Que parasse de repetir
Minhas frases de amor no seu cantar
Pedi ao vento que silenciasse
Pois já não posso ouvir seus recados
Pedi então que se desviasse
Mas não resisti e mandei soltar as lembranças
Que mais me aproximam de ti
Elas brincam como crianças
Dentro da saudade que habita em mim
Rosangela Prado
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Eu andava...
Eu andava por caminhos desertos
Traçados em meio às multidões
Eu caminhava entre homens espertos
Querendo impor suas opiniões
Eu vi quando venderam o sorriso das crianças
Pra comprarem poder
Eu vi quando apagaram as lembranças
De tudo o que elas desejavam ser
Enquanto os tapetes vermelhos
Acolhem os pés inescrupulosos
Inventam -se novos conselhos
Para acobertar os poderosos
Dos palácios ouve-se o som
Do chôro e dos estômagos vazios
Uma música tocada noutro tom
Nas encostas dos môrros e terrenos baldios
O estampido dos tiros
Em contraste com a arte
Os lamentos e suspiros
Espalhados em toda parte
A fome e a doença
A miséria e a privação
Mudando do homem a crença
Arrojando o coração
Vi o homem se tornar menino
Vi o fraco se tornar forte
Diante do cantar de um hino
A esperança de se mudar a sorte
Rosangela Prado
Traçados em meio às multidões
Eu caminhava entre homens espertos
Querendo impor suas opiniões
Eu vi quando venderam o sorriso das crianças
Pra comprarem poder
Eu vi quando apagaram as lembranças
De tudo o que elas desejavam ser
Enquanto os tapetes vermelhos
Acolhem os pés inescrupulosos
Inventam -se novos conselhos
Para acobertar os poderosos
Dos palácios ouve-se o som
Do chôro e dos estômagos vazios
Uma música tocada noutro tom
Nas encostas dos môrros e terrenos baldios
O estampido dos tiros
Em contraste com a arte
Os lamentos e suspiros
Espalhados em toda parte
A fome e a doença
A miséria e a privação
Mudando do homem a crença
Arrojando o coração
Vi o homem se tornar menino
Vi o fraco se tornar forte
Diante do cantar de um hino
A esperança de se mudar a sorte
Rosangela Prado
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Nuvem passageira
Nuvem passageira
Pensamento a viajar
Dono do meu mundo
Sol a clarear
Com uma melodia
Toca meu coração
Onda que se levanta
Quebrando a emoção
Chôro que liberto
Questões a maltratar
Rio que carrega
Meu olhar para além mar
Dor que ignoro
Fogo de paixão
Ponto de encontro
Sem definição
Notas que se juntam
Prá fazer uma canção
Seres que se abraçam
Prá formar um coração
Fatos e lembranças
momentos prá eternizar
Sonhos e desejos
Que queremos realizar
Rosangela Prado
Pensamento a viajar
Dono do meu mundo
Sol a clarear
Com uma melodia
Toca meu coração
Onda que se levanta
Quebrando a emoção
Chôro que liberto
Questões a maltratar
Rio que carrega
Meu olhar para além mar
Dor que ignoro
Fogo de paixão
Ponto de encontro
Sem definição
Notas que se juntam
Prá fazer uma canção
Seres que se abraçam
Prá formar um coração
Fatos e lembranças
momentos prá eternizar
Sonhos e desejos
Que queremos realizar
Rosangela Prado
Aviso
O chão que eu piso
Prá mim é um aviso
De que a vida passa
E nada amordaça
O tempo me leva
E me levando me eleva
Acima dos meus defeitos
De feitos que mudam meus conceitos
Conceitos que adquiro
Quando admiro
E admirando vou criando
Diferentes rostos desenhando
Desenhos que traçados
De traços não ligados,espaçados
Por espaços tão ligados
Por liga ajuntados
Ajustados ao que a vida
Vivida sem medida
Destemida
Que sem medo ainda pisa
E pisando me avisa
Que a vida passa
E nada amordaça
Rosangela Prado
Prá mim é um aviso
De que a vida passa
E nada amordaça
O tempo me leva
E me levando me eleva
Acima dos meus defeitos
De feitos que mudam meus conceitos
Conceitos que adquiro
Quando admiro
E admirando vou criando
Diferentes rostos desenhando
Desenhos que traçados
De traços não ligados,espaçados
Por espaços tão ligados
Por liga ajuntados
Ajustados ao que a vida
Vivida sem medida
Destemida
Que sem medo ainda pisa
E pisando me avisa
Que a vida passa
E nada amordaça
Rosangela Prado
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Nas madrugadas
Nas madrugadas frias de inverno
Eu costumava abrir a janela
Olhar o céu cheio de estrelas
E a lua clara inspirava meus versos
O tempo passou...
Já não abro a janela
E a lua?
Já não procuro por ela
Sei que clareia...
E enquanto eu durmo
Ela passeia...
Rosangela Prado
Eu costumava abrir a janela
Olhar o céu cheio de estrelas
E a lua clara inspirava meus versos
O tempo passou...
Já não abro a janela
E a lua?
Já não procuro por ela
Sei que clareia...
E enquanto eu durmo
Ela passeia...
Rosangela Prado
Vento vadio
Vento vadio
Sempre arredio
Louca, loucura
Que me transfigura
Cínico olhar
Forma vulgar
Estranho atavio
De brilho sombrio
Fora da estação
O fruto temporão
Súbita emoção
Na casa da ilusão
Grande tempestade
Pura vaidade
Luz de lamparina
Efeito de aspirina
Uma forma amena
De driblar a gangrena
Cama de gato
Caixa de sapato
Forte embaraço
Causa o estilhaço
Lua menina
Leve dançarina
Palco estrelado
Com dia marcado
Texto rasurado
Sonho adiado
Rosangela Prado
Sempre arredio
Louca, loucura
Que me transfigura
Cínico olhar
Forma vulgar
Estranho atavio
De brilho sombrio
Fora da estação
O fruto temporão
Súbita emoção
Na casa da ilusão
Grande tempestade
Pura vaidade
Luz de lamparina
Efeito de aspirina
Uma forma amena
De driblar a gangrena
Cama de gato
Caixa de sapato
Forte embaraço
Causa o estilhaço
Lua menina
Leve dançarina
Palco estrelado
Com dia marcado
Texto rasurado
Sonho adiado
Rosangela Prado
Voce se foi...
Voce chegou
Querendo ir embora
Voce se foi
Com o desejo de ficar
Nesse intervalo...
O que mudou o teu olhar?
O que te encantou?
O que te fez ter vontade de ficar?...
Voce se foi
E deixou seu coração
No mesmo lugar
Onde insistia em não colocar
Voce se foi
E a solidão foi sua companheira
Nas tuas noites
De felicidade passageira
E hoje quando chora de saudade
Vê o coração que não pode tocar
E hoje quando chora de saudade
Vê seu coração pulsando no mesmo lugar.
Rosangela Prado
Querendo ir embora
Voce se foi
Com o desejo de ficar
Nesse intervalo...
O que mudou o teu olhar?
O que te encantou?
O que te fez ter vontade de ficar?...
Voce se foi
E deixou seu coração
No mesmo lugar
Onde insistia em não colocar
Voce se foi
E a solidão foi sua companheira
Nas tuas noites
De felicidade passageira
E hoje quando chora de saudade
Vê o coração que não pode tocar
E hoje quando chora de saudade
Vê seu coração pulsando no mesmo lugar.
Rosangela Prado
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Na estação
Passageiros de muitas viagens
Têm nas mãos suas passagens
Vão e vêm diante de mim
É o começo...Quem sabe o fim
De uma vida,um amor talvez...
Adeus que em lágrimas se fêz
Entre tantas faces anônimas
Quais palavras que são sinônimas
Vejo um rosto desfeito em prantos
Qual a dor de quem sabe quantos...
Tanta mala, tanta bagagem
Um caminho certo ou sondagem
Destinos que estão sendo escritos
Gente simples erguendo seus mitos
Tantos rostos que não se repetem
São segredos que não me competem
O engraxate que conta histórias
Se gabando de suas vitórias
Enquanto uma voz anuncia
Outra jornada que se inicia
Lentamente vai raiando o dia
Que dispensa do posto o vigia
Enquanto uns seguem o coração
Outros esperam sentados
Nos solitários bancos da estação
Rosangela Prado
Têm nas mãos suas passagens
Vão e vêm diante de mim
É o começo...Quem sabe o fim
De uma vida,um amor talvez...
Adeus que em lágrimas se fêz
Entre tantas faces anônimas
Quais palavras que são sinônimas
Vejo um rosto desfeito em prantos
Qual a dor de quem sabe quantos...
Tanta mala, tanta bagagem
Um caminho certo ou sondagem
Destinos que estão sendo escritos
Gente simples erguendo seus mitos
Tantos rostos que não se repetem
São segredos que não me competem
O engraxate que conta histórias
Se gabando de suas vitórias
Enquanto uma voz anuncia
Outra jornada que se inicia
Lentamente vai raiando o dia
Que dispensa do posto o vigia
Enquanto uns seguem o coração
Outros esperam sentados
Nos solitários bancos da estação
Rosangela Prado
Carne e osso
Carne e osso
Nervos e coração
Lembranças dentro de um fôsso
Murmúrios virando canção
Lágrimas que escapam
Da prisão da emoção
São pontos que arrematam
Uma vida com paixão
Sonhos desenhados
Na folha em branco do porvir
São desejos articulados
Esperando o momento de partir
Palavras que foram proibidas
Ecoam solitárias na lembrança
Memórias que foram coibidas
Hoje lideram uma mudança
A ausência antes sentida
Hoje preenche os espaços
Liberando a presença inibida
Que desenho com os seus traços
Rosangela Prado
Nervos e coração
Lembranças dentro de um fôsso
Murmúrios virando canção
Lágrimas que escapam
Da prisão da emoção
São pontos que arrematam
Uma vida com paixão
Sonhos desenhados
Na folha em branco do porvir
São desejos articulados
Esperando o momento de partir
Palavras que foram proibidas
Ecoam solitárias na lembrança
Memórias que foram coibidas
Hoje lideram uma mudança
A ausência antes sentida
Hoje preenche os espaços
Liberando a presença inibida
Que desenho com os seus traços
Rosangela Prado
terça-feira, 26 de abril de 2011
Alma de poeta
A alma do poeta canta e se alegra
Quando as palavras começam florescer
Quando o coração a si mesmo se entrega
Deixando a inspiração nascer
É uma fonte fluindo no deserto
Molhando a aridez das palavras desnutridas
Que sem emoção agonizam por certo
Como sementes num canto esquecidas
Mas a brisa morna que sai das lembranças
Invade o jardim da memória
Fazendo exalar o perfume
Que só a saudade consegue sentir
O poeta canta o que existe e o que inventa
Brinca com as palavras que domina
Cria fantasias e delas se alimenta
Se apaixona pelas coisas que escreve
Pois o amor pelas palavras
Faz com que elas cantem ao seu ouvido
A música que seu coração quer ouvir
Rosangela Prado
Quando as palavras começam florescer
Quando o coração a si mesmo se entrega
Deixando a inspiração nascer
É uma fonte fluindo no deserto
Molhando a aridez das palavras desnutridas
Que sem emoção agonizam por certo
Como sementes num canto esquecidas
Mas a brisa morna que sai das lembranças
Invade o jardim da memória
Fazendo exalar o perfume
Que só a saudade consegue sentir
O poeta canta o que existe e o que inventa
Brinca com as palavras que domina
Cria fantasias e delas se alimenta
Se apaixona pelas coisas que escreve
Pois o amor pelas palavras
Faz com que elas cantem ao seu ouvido
A música que seu coração quer ouvir
Rosangela Prado
Pouso forçado
Fiz um pouso forçado
Um momento trancado
Sem opção
Enquanto aprendo o silêncio
Desaprendo o sorriso
Com as palavras na mão
Deixo fluir os rios
Nascentes dos meus olhos
Na esperança que levem
Que lavem,que curem...
Releio capítulos desse livro
Cheio de histórias vividas e inventadas
Com o pretexto de serem contadas
De serem cantadas
Relidas, aprendidas e esquecidas
Como águas que passaram
E não foram represadas
Como o espelho que reflete
A paisagem que deixo prá trás
Meus olhos refletem
O que vou desenhando
Ao longo do caminho
Que vou percorrendo
Rosangela Prado
Um momento trancado
Sem opção
Enquanto aprendo o silêncio
Desaprendo o sorriso
Com as palavras na mão
Deixo fluir os rios
Nascentes dos meus olhos
Na esperança que levem
Que lavem,que curem...
Releio capítulos desse livro
Cheio de histórias vividas e inventadas
Com o pretexto de serem contadas
De serem cantadas
Relidas, aprendidas e esquecidas
Como águas que passaram
E não foram represadas
Como o espelho que reflete
A paisagem que deixo prá trás
Meus olhos refletem
O que vou desenhando
Ao longo do caminho
Que vou percorrendo
Rosangela Prado
Ainda em sonhos
Ainda em sonhos posso avistar
Do outro lado da cêrca
O lugar que tive que deixar
Ainda em sonhos posso caminhar
Por entre as árvores do passado
E minhas lembranças resgatar
Ainda em sonhos me vejo naquele lugar
Onde a felicidade prometeu nunca me deixar
Ainda em sonhos posso vislumbrar
Através da mesma cêrca
O que ninguém nunca vai me tirar
Rosangela Prado
Do outro lado da cêrca
O lugar que tive que deixar
Ainda em sonhos posso caminhar
Por entre as árvores do passado
E minhas lembranças resgatar
Ainda em sonhos me vejo naquele lugar
Onde a felicidade prometeu nunca me deixar
Ainda em sonhos posso vislumbrar
Através da mesma cêrca
O que ninguém nunca vai me tirar
Rosangela Prado
domingo, 24 de abril de 2011
Serenou
Serenou,serenou
Durante a madrugada
A terra toda cantou
Como se estivesse embriagada
As pequenas gotas de orvalho
Deitadas sobre uma rosa
Falam da sua breve existência
Cantada em verso e prosa
As águas que correm da fonte
Rápidamente vão se embora
Fogem rumo ao horizonte
Tentando esquecer de outrora
O dia assim se inicia
É mais um despertar
No ar uma voz anuncia
Mais um dia pra eu te amar
Rosangela Prado
Durante a madrugada
A terra toda cantou
Como se estivesse embriagada
As pequenas gotas de orvalho
Deitadas sobre uma rosa
Falam da sua breve existência
Cantada em verso e prosa
As águas que correm da fonte
Rápidamente vão se embora
Fogem rumo ao horizonte
Tentando esquecer de outrora
O dia assim se inicia
É mais um despertar
No ar uma voz anuncia
Mais um dia pra eu te amar
Rosangela Prado
sábado, 23 de abril de 2011
Mais que um retrato
Visto minha emoção
Com a côr deste céu
Liberto meu coração
Como menino ao léu
O vento passa e leva
Pequenas flôres e fôlhas
A vida sabe o reserva
Dentro das minhas escolhas
Solto o riso que prendo
Na solidão do meu quarto
Da vida sei o que aprendo
Guardando mais que um retrato
Rosangela Prado
Com a côr deste céu
Liberto meu coração
Como menino ao léu
O vento passa e leva
Pequenas flôres e fôlhas
A vida sabe o reserva
Dentro das minhas escolhas
Solto o riso que prendo
Na solidão do meu quarto
Da vida sei o que aprendo
Guardando mais que um retrato
Rosangela Prado
Pra voce
Vou plantar uma árvore pra voce
No quintal da minha alma
E quando na primavera ela florir
É pra voce que as flores vão se abrir
Vou chorar uma lágrima por voce
É de saudade que ela vai correr
Deixando um rastro na memória
Que não consegue te esquecer
Vou guardar um sorriso pra voce
Um sorriso que ninguém conheceu
E que por ser só seu
De outros se escondeu
E quando o tempo passar
E pra traz voce olhar
Verá que tem muito do que se lembrar
De uma história que não tem pra contar
Rosangela Prado
No quintal da minha alma
E quando na primavera ela florir
É pra voce que as flores vão se abrir
Vou chorar uma lágrima por voce
É de saudade que ela vai correr
Deixando um rastro na memória
Que não consegue te esquecer
Vou guardar um sorriso pra voce
Um sorriso que ninguém conheceu
E que por ser só seu
De outros se escondeu
E quando o tempo passar
E pra traz voce olhar
Verá que tem muito do que se lembrar
De uma história que não tem pra contar
Rosangela Prado
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Lua nova
Lua nova
Tráz novidade
Põe à prova
Minha saudade
Tráz o fruto
Tráz o encanto
Tráz o surto
Tráz o espanto
Lua nova
Na colheita
Se reprova
Quando enfeita
E quando enjeita seu olhar
Tão atrevido
De um brilhar
Tão destemido
Lua menina
É fantasia
Cristalina
Anestesia
Rosangela Prado
Tráz novidade
Põe à prova
Minha saudade
Tráz o fruto
Tráz o encanto
Tráz o surto
Tráz o espanto
Lua nova
Na colheita
Se reprova
Quando enfeita
E quando enjeita seu olhar
Tão atrevido
De um brilhar
Tão destemido
Lua menina
É fantasia
Cristalina
Anestesia
Rosangela Prado
Céu azul
Céu azul
Olhar profundo
Ventos do sul
Girando o mundo
Berço da saudade
Aquecido com o amor
Céu de tempestade
Cântico de dor
Longo inverno
É a solidão
Conflito interno
No coração
Forte como um rio
Correndo pro mar
É o desafio
De aprender a amar
Rosangela Prado
Olhar profundo
Ventos do sul
Girando o mundo
Berço da saudade
Aquecido com o amor
Céu de tempestade
Cântico de dor
Longo inverno
É a solidão
Conflito interno
No coração
Forte como um rio
Correndo pro mar
É o desafio
De aprender a amar
Rosangela Prado
Côrro...
Côrro
Subo o môrro
Quase morro
Grito por socôrro
E na noite escura
Vejo com ternura
A sua figura
Escura
Caio
Me levanto e saio
Fujo como um raio
Solto o meu grito
Sigo o meu rito
Fito o infinito
Aflito
Canto
Com espanto
Quase acalanto
Quase te encanto
Na noite calado
Quase apagado
Bicho domado
Amado
Rosangela Prado
Subo o môrro
Quase morro
Grito por socôrro
E na noite escura
Vejo com ternura
A sua figura
Escura
Caio
Me levanto e saio
Fujo como um raio
Solto o meu grito
Sigo o meu rito
Fito o infinito
Aflito
Canto
Com espanto
Quase acalanto
Quase te encanto
Na noite calado
Quase apagado
Bicho domado
Amado
Rosangela Prado
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Pedra
Pedra que quebra
O mar
Quando se quebra
De amar
Pedra que rola
Rolando,levando
Cantando,sentindo
Mentindo,iludindo
Pedra que quebra
Coração de pedra
Não quer se quebrar
Rosangela Prado
O mar
Quando se quebra
De amar
Pedra que rola
Rolando,levando
Cantando,sentindo
Mentindo,iludindo
Pedra que quebra
Coração de pedra
Não quer se quebrar
Rosangela Prado
Nesta estação
A chuva que rega
Meu coração nesta estação
Faz florir os sonhos
Que com insistência
Há muito tempo semeei
Eles vêm risonhos
Brilham mais que sonhos
No afogueado brilho do teu olhar
Eu não sei por quanto irão florir
Eu só sei que nesta estação
Todas as noites comigo
Eles vêm dormir
Rosangela Prado
Meu coração nesta estação
Faz florir os sonhos
Que com insistência
Há muito tempo semeei
Eles vêm risonhos
Brilham mais que sonhos
No afogueado brilho do teu olhar
Eu não sei por quanto irão florir
Eu só sei que nesta estação
Todas as noites comigo
Eles vêm dormir
Rosangela Prado
terça-feira, 19 de abril de 2011
Andorinha
Voa andorinha
Não voa sózinha
Busca teu parceiro
Lá no pessegueiro
Canta, como canta o rio
Canta no seu desvario
Ama com ama a lua
Quando se mostra nua
Beija,como beija o vento
Sem consentimento
Vive, como a natureza
Que em sua beleza
Doa o seu dom mais puro
Seu porto seguro
Vive essa verdade assim
Voando livre enfim
Rosangela Prado
Não voa sózinha
Busca teu parceiro
Lá no pessegueiro
Canta, como canta o rio
Canta no seu desvario
Ama com ama a lua
Quando se mostra nua
Beija,como beija o vento
Sem consentimento
Vive, como a natureza
Que em sua beleza
Doa o seu dom mais puro
Seu porto seguro
Vive essa verdade assim
Voando livre enfim
Rosangela Prado
olhar marcado
Quer no silêncio da minha alma
Quer no barulho da multidão
É a tua lembrança que acalma
Os vendavais do meu coração
Eu te persigo pelo tempo
Que não pode alterar a história
Eu te busco num momento
Guardado pra sempre na memória
Teu olhar passou apressado
Nem mesmo buscava o meu
Mas como se tivesse um encontro marcado
Meu olhar o reconheceu
O rubor veio ao meu rosto
Denunciando meu coração
Não era só questão de gôsto
Era início de uma nova estação
Foi como nascente de um grande rio
Como semente na terra fria
Foi como espantar o frio
Onde o fogo não mais ardia
Rosangela Prado
Quer no barulho da multidão
É a tua lembrança que acalma
Os vendavais do meu coração
Eu te persigo pelo tempo
Que não pode alterar a história
Eu te busco num momento
Guardado pra sempre na memória
Teu olhar passou apressado
Nem mesmo buscava o meu
Mas como se tivesse um encontro marcado
Meu olhar o reconheceu
O rubor veio ao meu rosto
Denunciando meu coração
Não era só questão de gôsto
Era início de uma nova estação
Foi como nascente de um grande rio
Como semente na terra fria
Foi como espantar o frio
Onde o fogo não mais ardia
Rosangela Prado
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Janela
Numa janela
Sem paisagem
Sem céu azul
Apenas tocada
Por ventos saudosos
Vindos do sul
Janela fechada
Saída aberta
Pro sonhador
Apenas molhada
Quase encharcada
Por lágrimas de dor
Uma janela
Pedaço de vidro
Olhar inquebrável
Apenas um ponto
Miragem perdida
Num mundo intocável
Rosangela Prado
Sem paisagem
Sem céu azul
Apenas tocada
Por ventos saudosos
Vindos do sul
Janela fechada
Saída aberta
Pro sonhador
Apenas molhada
Quase encharcada
Por lágrimas de dor
Uma janela
Pedaço de vidro
Olhar inquebrável
Apenas um ponto
Miragem perdida
Num mundo intocável
Rosangela Prado
Numa onda
Uma longa estrada nua
Sem placas de sinalização
Um novo caminho se insinua
Pra dentro do meu coração
Entre rios e pedras
E passos e regras
Entre idas e vindas
Distâncias infindas
Numa canção,numa onda
Num sentimento surfando no ar
Eu sintonizei voce
Rosangela Prado
Sem placas de sinalização
Um novo caminho se insinua
Pra dentro do meu coração
Entre rios e pedras
E passos e regras
Entre idas e vindas
Distâncias infindas
Numa canção,numa onda
Num sentimento surfando no ar
Eu sintonizei voce
Rosangela Prado
Quando...
Quando despi meu Deus
Das vestes da religião
Eu pude vê-Lo melhor
Quando despi meu coração
Das vestes do medo e da covardia
Eu pude compreender
O fogo que no meu peito ardia
Quando despi meu amor
Das vestes do falso pudor
Eu pude ser livre
Pra escrever e me expor
Rosangela Prado
Das vestes da religião
Eu pude vê-Lo melhor
Quando despi meu coração
Das vestes do medo e da covardia
Eu pude compreender
O fogo que no meu peito ardia
Quando despi meu amor
Das vestes do falso pudor
Eu pude ser livre
Pra escrever e me expor
Rosangela Prado
Sol a meia- noite
Eu vi meu sol se pôr ao meio-dia
E o meu peito desatar numa sangria
Eu vi a paz voar para o infinito
E a angústia se ajustar ao meu grito
Enquanto lágrimas rolavam perdidas
Minhas esperanças foram vendidas
Calei o canto e a fonte de harmonia
E num instante me esqueci de tudo que sabia
Vi meu coração sofrer o desalento
E como louco debater meu pensamento
A cada dia se esvaía minha alegria
Era esmagada por palavras que eu não dizia
A verdade contra a parede me arremessava
E eu sentia a morte que me ameaçava
O sonho como um pesadelo me agredia
A realidade com suas tantas caras me iludia
E já cansada de levar tanto açoite
Vi meu sol nascer à meia-noite
E entre as nuances de um amanhecer
Vi enfim,minha vida renascer
Rosangela Prado
E o meu peito desatar numa sangria
Eu vi a paz voar para o infinito
E a angústia se ajustar ao meu grito
Enquanto lágrimas rolavam perdidas
Minhas esperanças foram vendidas
Calei o canto e a fonte de harmonia
E num instante me esqueci de tudo que sabia
Vi meu coração sofrer o desalento
E como louco debater meu pensamento
A cada dia se esvaía minha alegria
Era esmagada por palavras que eu não dizia
A verdade contra a parede me arremessava
E eu sentia a morte que me ameaçava
O sonho como um pesadelo me agredia
A realidade com suas tantas caras me iludia
E já cansada de levar tanto açoite
Vi meu sol nascer à meia-noite
E entre as nuances de um amanhecer
Vi enfim,minha vida renascer
Rosangela Prado
domingo, 17 de abril de 2011
Velha árvore
Pelas tuas folhas mortas
Vejo frases que não contam mais
Pelas tuas sombras tortas
Vejo a história dos ais
Nas frias noites em que se cala
Como se pudesse usar a fala
Na brisa teu perfume exala
Mostra que é forte e não se abala
Mas as marcas no teu corpo
Falam do que já sofreu
Neste teu passado torto
O que a vida já te deu
O silêncio é o teu castigo
E o chão tua prisão
O sol é o teu melhor amigo
E o vento tua paixão
No inverno ficas nua
Em tamanha contradição
De noite te beija a lua
De manhã meu coração
Rosangela Prado
Vejo frases que não contam mais
Pelas tuas sombras tortas
Vejo a história dos ais
Nas frias noites em que se cala
Como se pudesse usar a fala
Na brisa teu perfume exala
Mostra que é forte e não se abala
Mas as marcas no teu corpo
Falam do que já sofreu
Neste teu passado torto
O que a vida já te deu
O silêncio é o teu castigo
E o chão tua prisão
O sol é o teu melhor amigo
E o vento tua paixão
No inverno ficas nua
Em tamanha contradição
De noite te beija a lua
De manhã meu coração
Rosangela Prado
Ei você !!
Ei você!Olhe pra mim
Apenas me diga o que você vê
Um rosto cansado,talvez mais marcado
Por linhas profundas que não desenhei
Ei você!olhe os meus olhos
Que tanto já viram,agora sem brilho
Estão embaçados de tanto chorar
E o meu sorriso,que um dia sem siso
Agora é tão sério, sem nenhum mistério
E os meus cabelos aos poucos desistem
E já nem insistem
Em terem a cor e o brilho do sol
Meu corpo cansado e desarmado
Já está enfadado de luas andar
Ei você! Olhe pra mim
E veja que o tempo não deixa passar
Ele leva consigo invernos e verões
Colhendo as flores e os frutos das estações
Cedo abro a janela
E o sol já está lá
E quando chega a noite apressada
Já existem milhões de estrelas por lá
O tempo toma, o tempo dá
E ao que nos tira acrescenta
De tudo o melhor que há
É ver o novo dia que se apresenta
Rosangela Prado
Apenas me diga o que você vê
Um rosto cansado,talvez mais marcado
Por linhas profundas que não desenhei
Ei você!olhe os meus olhos
Que tanto já viram,agora sem brilho
Estão embaçados de tanto chorar
E o meu sorriso,que um dia sem siso
Agora é tão sério, sem nenhum mistério
E os meus cabelos aos poucos desistem
E já nem insistem
Em terem a cor e o brilho do sol
Meu corpo cansado e desarmado
Já está enfadado de luas andar
Ei você! Olhe pra mim
E veja que o tempo não deixa passar
Ele leva consigo invernos e verões
Colhendo as flores e os frutos das estações
Cedo abro a janela
E o sol já está lá
E quando chega a noite apressada
Já existem milhões de estrelas por lá
O tempo toma, o tempo dá
E ao que nos tira acrescenta
De tudo o melhor que há
É ver o novo dia que se apresenta
Rosangela Prado
O sol
O sol que movimenta o calendário
Com seu jeito de guerreiro legendário
Leva consigo minha vida
Enlaçada em sua viagem destemida
Às vezes me assusta o futuro
Com seu jeito de menino inseguro
Nunca diz antecipado
O que pra mim tem guardado
E o espelho que me nega a ilusão
Com seu jeito de quem pode dar lição
Me abre os olhos pra eu ver a realidade
Mas não me conta seu segredo de verdade
E o amor que não faz previsão
Com seu jeito de quem inspira uma canção
Me apanhou de surpresa no caminho
Sem me dizer que vai embora bem cedinho
Rosangela Prado
Com seu jeito de guerreiro legendário
Leva consigo minha vida
Enlaçada em sua viagem destemida
Às vezes me assusta o futuro
Com seu jeito de menino inseguro
Nunca diz antecipado
O que pra mim tem guardado
E o espelho que me nega a ilusão
Com seu jeito de quem pode dar lição
Me abre os olhos pra eu ver a realidade
Mas não me conta seu segredo de verdade
E o amor que não faz previsão
Com seu jeito de quem inspira uma canção
Me apanhou de surpresa no caminho
Sem me dizer que vai embora bem cedinho
Rosangela Prado
Alvorecer
Esperei o alvorecer
E com ele a sua luz
Esperei o entardecer
E o som que ele produz
Quiz a paz do céu anil
Quiz a calma de um olhar
Quiz a ave que fugiu
No infinito a voar
Quiz o sonho mais bonito
E impossível de se realizar
Quiz o brilho mais distinto
Que o da estrela a brilhar
Era um nome tão pequeno
E tão fácil de guardar
Era o rosto mais sereno
E mais gostoso de se olhar
Rosangela Prado
E com ele a sua luz
Esperei o entardecer
E o som que ele produz
Quiz a paz do céu anil
Quiz a calma de um olhar
Quiz a ave que fugiu
No infinito a voar
Quiz o sonho mais bonito
E impossível de se realizar
Quiz o brilho mais distinto
Que o da estrela a brilhar
Era um nome tão pequeno
E tão fácil de guardar
Era o rosto mais sereno
E mais gostoso de se olhar
Rosangela Prado
sexta-feira, 15 de abril de 2011
As cartas
As cartas que escrevi
Nas linhas do pensamento
As palavras que fingi
Pra esconder um sentimento
São páginas da história
Que o mundo não conheceu
Mas que guardo na memória
De um coração que sobreviveu
Insano, insensato,quase um desacato
Esse amor entrincheirado
Acuado, intimidado a não ser fato
Mas com tato esgueirado
Embrulhado pra ser descartado
Mas com jeito acomodado
Pra não ser incomodado
Apenas latente pra ser perpetuado.
Rosangela Prado
Nas linhas do pensamento
As palavras que fingi
Pra esconder um sentimento
São páginas da história
Que o mundo não conheceu
Mas que guardo na memória
De um coração que sobreviveu
Insano, insensato,quase um desacato
Esse amor entrincheirado
Acuado, intimidado a não ser fato
Mas com tato esgueirado
Embrulhado pra ser descartado
Mas com jeito acomodado
Pra não ser incomodado
Apenas latente pra ser perpetuado.
Rosangela Prado
Andanças do meu coração
Com o peito todo rasgado
Uma chaga quase sem cura
Com o olhar quase apagado
Me achava nessa loucura
A alma embebida na lembrança
De um olhar que eu não pude esquecer
Vendo a cada dia morrer a esperança
Vendo a cada dia aumentar meu sofrer
Meu coração um menino teimoso
Se rebelava em suas andanças
Me seduzia com seu jeito dengoso
Assinava suas próprias mudanças
Desolado sem poder se emancipar
Deu seu jeito de me enganar
Encarcerou um sentimento dentro de si
Enquanto prometia não mais se apaixonar
Rosangela Prado
Uma chaga quase sem cura
Com o olhar quase apagado
Me achava nessa loucura
A alma embebida na lembrança
De um olhar que eu não pude esquecer
Vendo a cada dia morrer a esperança
Vendo a cada dia aumentar meu sofrer
Meu coração um menino teimoso
Se rebelava em suas andanças
Me seduzia com seu jeito dengoso
Assinava suas próprias mudanças
Desolado sem poder se emancipar
Deu seu jeito de me enganar
Encarcerou um sentimento dentro de si
Enquanto prometia não mais se apaixonar
Rosangela Prado
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Longos dias de solidão
Entre folhas caídas e trilhas formadas
Desenhei meu sonho,sonhei acordada
Nos galhos das árvores,no salto mais alto
Na terra vermelha,nas pistas de asfalto
No vôo mais livre,na estrela mais brilhante
No sorriso mais perto,no olhar mais distante
Vivi tantas vidas,visitei tantos lugares
Troquei tantas roupas entre tantos olhares
Tantos personagens quantos eu pudesse criar
Era uma criança feliz no quintal a brincar
Mas derepente me fiz mulher
Deixando a menina num lugar qualquer
Descobri o amor e a paixão
Conheci os segredos do coração
E minhas asas se abriaram
E cedo demais descobriram
Que eu poderia voar
Pra onde o meu sonho pudesse me levar
Me vesti de fantasia
Pra fugir do que eu temia
Escondi meu coração
Pra não ter desilusão
Mas por ela fui alcançada
E quando se esvaziou meu coração
Encontrei no fim da estrada
Longos dias de solidão
Rosangela Prado
Desenhei meu sonho,sonhei acordada
Nos galhos das árvores,no salto mais alto
Na terra vermelha,nas pistas de asfalto
No vôo mais livre,na estrela mais brilhante
No sorriso mais perto,no olhar mais distante
Vivi tantas vidas,visitei tantos lugares
Troquei tantas roupas entre tantos olhares
Tantos personagens quantos eu pudesse criar
Era uma criança feliz no quintal a brincar
Mas derepente me fiz mulher
Deixando a menina num lugar qualquer
Descobri o amor e a paixão
Conheci os segredos do coração
E minhas asas se abriaram
E cedo demais descobriram
Que eu poderia voar
Pra onde o meu sonho pudesse me levar
Me vesti de fantasia
Pra fugir do que eu temia
Escondi meu coração
Pra não ter desilusão
Mas por ela fui alcançada
E quando se esvaziou meu coração
Encontrei no fim da estrada
Longos dias de solidão
Rosangela Prado
Luminária
Luminária
Luz precária
Luz que aguenta
Luz que esquenta
A placenta
Que alimenta
O sonho que arrebenta
O coração
Na noite escura
Mas com ternura
Com brandura
Sopra a brisa
Que ameniza
Que alisa
Que amortiza
Que exorcisa
Meu sofrimento
Rosangela Prado
Luz precária
Luz que aguenta
Luz que esquenta
A placenta
Que alimenta
O sonho que arrebenta
O coração
Na noite escura
Mas com ternura
Com brandura
Sopra a brisa
Que ameniza
Que alisa
Que amortiza
Que exorcisa
Meu sofrimento
Rosangela Prado
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Foi um rio
Foi um rio que passou
Tão rápido não percebeu
Pela margem onde passou
Uma flor que não conheceu
Passou e não a viu
Seu perfume não sentiu
Nem notou as lindas cores
Que ao passar ela exibiu
Não perguntou o seu nome
Talvez até já o soubesse
Como alguém que um telefone
Guarda e jamais esquece
Esse rio a levaria
Por onde quer que passasse
Em seu leito ela seguiria
Mesmo que jamais retornasse
Rosangela Prado
Tão rápido não percebeu
Pela margem onde passou
Uma flor que não conheceu
Passou e não a viu
Seu perfume não sentiu
Nem notou as lindas cores
Que ao passar ela exibiu
Não perguntou o seu nome
Talvez até já o soubesse
Como alguém que um telefone
Guarda e jamais esquece
Esse rio a levaria
Por onde quer que passasse
Em seu leito ela seguiria
Mesmo que jamais retornasse
Rosangela Prado
Quando seu olhar se foi
Caminho na multidão
Buscando um só olhar teu
Em meio a rostos tão estranhos
Eu busco um só olhar que foi meu
Pedi emprestado à lembrança
O olhar que um dia eu vi
Sem poder dar meu olhar por fiança
Eu apressadamente fugi...
Teu olhar se foi
E deixou meu olhar sem saída
Voando como um pássaro perdido
No vazio buscando guarida
Rosangela Prado
Buscando um só olhar teu
Em meio a rostos tão estranhos
Eu busco um só olhar que foi meu
Pedi emprestado à lembrança
O olhar que um dia eu vi
Sem poder dar meu olhar por fiança
Eu apressadamente fugi...
Teu olhar se foi
E deixou meu olhar sem saída
Voando como um pássaro perdido
No vazio buscando guarida
Rosangela Prado
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Olhos audaciosos
Olhos audaciosos
Capazes de acreditar
Que o horizonte tão longe é aqui
E que se pode nas nuvens pisar
Lábios vermelhos que escondem
A dor que não podem contar
Sorriem ainda que zombem
As lágrimas que os fazem chorar
Rosto faceiro de menina,mulher
Ar de quem sabe o que quer
Ar de criança perdida
Que na distância foi esquecida
Olhos que negam o que vêem
Lábios que calam o que sabem
Rosto que esconde o que sente
Corpo que sofre e não mente
O olhar se perdeu no horizonte
A voz o silêncio rompeu
O rosto revelou sua fonte
E o corpo em paz adormeceu
Rosangela Prado
Capazes de acreditar
Que o horizonte tão longe é aqui
E que se pode nas nuvens pisar
Lábios vermelhos que escondem
A dor que não podem contar
Sorriem ainda que zombem
As lágrimas que os fazem chorar
Rosto faceiro de menina,mulher
Ar de quem sabe o que quer
Ar de criança perdida
Que na distância foi esquecida
Olhos que negam o que vêem
Lábios que calam o que sabem
Rosto que esconde o que sente
Corpo que sofre e não mente
O olhar se perdeu no horizonte
A voz o silêncio rompeu
O rosto revelou sua fonte
E o corpo em paz adormeceu
Rosangela Prado
Quem sabe amanhã
O sol se despede
E leva consigo um pedaço de mim
Mais uma página virada
Oportunidade que se vai
De se fazer o que se quer
E o que se deseja
A noite vem...
Trazendo consigo solidão
E no silêncio do meu quarto
A esperança se acende
Um nôvo dia vai nascer
E quem sabe amanhã
Eu tomo café com voce
Quem sabe amanhã
De manhã..
Rosangela Prado
E leva consigo um pedaço de mim
Mais uma página virada
Oportunidade que se vai
De se fazer o que se quer
E o que se deseja
A noite vem...
Trazendo consigo solidão
E no silêncio do meu quarto
A esperança se acende
Um nôvo dia vai nascer
E quem sabe amanhã
Eu tomo café com voce
Quem sabe amanhã
De manhã..
Rosangela Prado
domingo, 10 de abril de 2011
Destino
Tão simples como a página de um livro virar
Tão inseguro como as linhas por escrever
Tão certo como estrela e luar,praia e mar
Tão profundo como o que não se pode entender
Tão fácil como rasgar um véu
Tão louco como travessura de menino
Tão difícil como encontrar o limite do céu
É decidir com uma palavra um destino
Rosangela Prado
Tão inseguro como as linhas por escrever
Tão certo como estrela e luar,praia e mar
Tão profundo como o que não se pode entender
Tão fácil como rasgar um véu
Tão louco como travessura de menino
Tão difícil como encontrar o limite do céu
É decidir com uma palavra um destino
Rosangela Prado
Céu de agosto
Era apenas um céu azul
Era apenas um céu de agosto
E dentro da minha memória
A saudade desenhava teu rosto
Com traços tão certos
Que por certo
Tão perto parecias estar
Mas tua presença era ausência
Que as lágrimas não podiam amenizar
Pequenas coisas que vejo
Pequenas coisas que faço
Fazem do meu desejo
Uma música fora do compasso
Tua lembrança eu abafo
Nos murmúrios do meu dia
Pra calar meu desabafo
E esse amor que me assedia
Rosangela Prado
Era apenas um céu de agosto
E dentro da minha memória
A saudade desenhava teu rosto
Com traços tão certos
Que por certo
Tão perto parecias estar
Mas tua presença era ausência
Que as lágrimas não podiam amenizar
Pequenas coisas que vejo
Pequenas coisas que faço
Fazem do meu desejo
Uma música fora do compasso
Tua lembrança eu abafo
Nos murmúrios do meu dia
Pra calar meu desabafo
E esse amor que me assedia
Rosangela Prado
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Eu descobri...
Eu descobri
Que o que me une a ti
Não é o que falo
Mas o que calo
Eu descobri
Que posso beijar tua alma
Quando teu coração se acalma
E me convidas a entrar
Eu descobri
Que posso ler teus segredos
Quando me confessas teus mêdos
E te expões sem nenhuma vergonha
Eu descobri
Que posso cantar tua canção
Apenas com o meu coração
Sem que haja nenhuma palavra ou som
Eu descobri
Que o silêncio é o nosso maior diálogo
Pois traduz o que ninguém ouve
E sentencia para sempre
Palavras que jamais serão ditas
Rosangela Prado
Que o que me une a ti
Não é o que falo
Mas o que calo
Eu descobri
Que posso beijar tua alma
Quando teu coração se acalma
E me convidas a entrar
Eu descobri
Que posso ler teus segredos
Quando me confessas teus mêdos
E te expões sem nenhuma vergonha
Eu descobri
Que posso cantar tua canção
Apenas com o meu coração
Sem que haja nenhuma palavra ou som
Eu descobri
Que o silêncio é o nosso maior diálogo
Pois traduz o que ninguém ouve
E sentencia para sempre
Palavras que jamais serão ditas
Rosangela Prado
Teu olhar
Teu olhar caiu dentro de mim
E explodiu meu coração
Sem ter provado algo assim
Dei total aprovação
Uma avalanche como esta
Me deixou desconcertada
Foi como ir à uma festa
Sem ter sido convidada
Agora sou como animal laçado
Acuado,sem ter como fugir
Desse teu olhar alado
Que insiste em me possuir
Quando de olhos cerrados
Posso o ontem relembrar
Vejo momentos atados
Dentro do teu olhar
Rosangela Prado
E explodiu meu coração
Sem ter provado algo assim
Dei total aprovação
Uma avalanche como esta
Me deixou desconcertada
Foi como ir à uma festa
Sem ter sido convidada
Agora sou como animal laçado
Acuado,sem ter como fugir
Desse teu olhar alado
Que insiste em me possuir
Quando de olhos cerrados
Posso o ontem relembrar
Vejo momentos atados
Dentro do teu olhar
Rosangela Prado
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Eterno instante
Sem a emoção
Correndo nas veias
Vejo meu coração
Envolto em teias
De um brilho estranho
De um olhar distante
Um tom de castanho
Eterno instante
Sonho e desejo
Estrela e mar
Estalar de um beijo
Sem poder beijar
Grão de areia
Brilho estelar
Sol que rodeia
O meu brilhar
Rosangela Prado
Correndo nas veias
Vejo meu coração
Envolto em teias
De um brilho estranho
De um olhar distante
Um tom de castanho
Eterno instante
Sonho e desejo
Estrela e mar
Estalar de um beijo
Sem poder beijar
Grão de areia
Brilho estelar
Sol que rodeia
O meu brilhar
Rosangela Prado
Caiu...
Caiu da casa o telhado
Caiu por terra o meu passado
Só a lembrança na memória
Pra registrar a história
Naquele lugar
O mato cresceu
O pato morreu
O lago secou
Nada ficou
Não sobrou nada
Só esta estrada
Mal sinalizada
Dentro de mim
Da menina
Ficou a mulher
E dos sonhos de anelina
A vida que se quer
Rosangela Prado
Caiu por terra o meu passado
Só a lembrança na memória
Pra registrar a história
Naquele lugar
O mato cresceu
O pato morreu
O lago secou
Nada ficou
Não sobrou nada
Só esta estrada
Mal sinalizada
Dentro de mim
Da menina
Ficou a mulher
E dos sonhos de anelina
A vida que se quer
Rosangela Prado
Virtude
Dizer a palavra certa
Com certeza é uma virtude
Fazer a coisa certa
É virtude de atitude
Alcançar o infinito
É sonhar realidade
Não fazer do azul um mito
É alcançar felicidade
Conhecer a noite e o dia
É a certeza de aprender
É alcançar sabedoria
A cada dia que viver
Rosangela Prado
Com certeza é uma virtude
Fazer a coisa certa
É virtude de atitude
Alcançar o infinito
É sonhar realidade
Não fazer do azul um mito
É alcançar felicidade
Conhecer a noite e o dia
É a certeza de aprender
É alcançar sabedoria
A cada dia que viver
Rosangela Prado
quarta-feira, 6 de abril de 2011
O caminho dos ventos
O caminho dos ventos
Não sou eu quem traço
Não são meus teus pensamentos
Nem do meu corpo teu abraço
Como o sol a cada dia
Encontra o seu caminho
Assim a cada dia reencontro o teu ninho
Me aninhando de mansinho
Como um frágil passarinho
E sem conseguir entender
Quanto mais te tenho
Mais tenho que te perder
Rosangela Prado
Não sou eu quem traço
Não são meus teus pensamentos
Nem do meu corpo teu abraço
Como o sol a cada dia
Encontra o seu caminho
Assim a cada dia reencontro o teu ninho
Me aninhando de mansinho
Como um frágil passarinho
E sem conseguir entender
Quanto mais te tenho
Mais tenho que te perder
Rosangela Prado
Meu jeito de amar
Amor perfeito
Feito de um jeito
Sem jeito
Mal ou bem feito
Cantando calado
O canto abafado
Do amor desejado
Deixado de lado
O rosto risonho
Vestido de um sonho
Que sobreponho
Ao medo medonho
Daquilo que fujo
Do limpo e do sujo
Mar e marujo
Segredo de caramujo
Céu e luar
Praia e mar
Viver e sonhar
Meu jeito de amar
Rosangela Prado
Feito de um jeito
Sem jeito
Mal ou bem feito
Cantando calado
O canto abafado
Do amor desejado
Deixado de lado
O rosto risonho
Vestido de um sonho
Que sobreponho
Ao medo medonho
Daquilo que fujo
Do limpo e do sujo
Mar e marujo
Segredo de caramujo
Céu e luar
Praia e mar
Viver e sonhar
Meu jeito de amar
Rosangela Prado
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Enquanto houver...
Enquanto houver sol
Enquanto houver lua
Enquanto houver meninos
Brincando na rua
Enquanto houver noite
Enquanto houver dia
Enquanto houver...
João e Maria
Enquanto houver céu
Enquanto houver vento
E folhas soltas ao léu
Bailando como o pensamento
Enquanto houver canto
E da mulher o encanto
E houver canção
Brotando como erva no chão
Enquanto houver a sorte
Brincando com a morte
E houver vida
Sarando a ferida
Enquanto houver...
Voce e eu...
Haverá sempre um silêncio nos unindo
Num lugar qualquer
Rosangela Prado
Enquanto houver lua
Enquanto houver meninos
Brincando na rua
Enquanto houver noite
Enquanto houver dia
Enquanto houver...
João e Maria
Enquanto houver céu
Enquanto houver vento
E folhas soltas ao léu
Bailando como o pensamento
Enquanto houver canto
E da mulher o encanto
E houver canção
Brotando como erva no chão
Enquanto houver a sorte
Brincando com a morte
E houver vida
Sarando a ferida
Enquanto houver...
Voce e eu...
Haverá sempre um silêncio nos unindo
Num lugar qualquer
Rosangela Prado
domingo, 3 de abril de 2011
Quadro inacabado
Assaltaram minha alma
Em noite escura sem lua
Levaram-me toda a calma
Deixaram-me por dentro nua
Sugaram-me todos os sonhos
Beberam todos os meus risos
Deixaram fantasmas medonhos
Vestidos como narcisos
Na pele ficou só o frio
De um corpo abandonado
Deixado qual no feitio
De um quadro inacabado
Rosangela Prado
Em noite escura sem lua
Levaram-me toda a calma
Deixaram-me por dentro nua
Sugaram-me todos os sonhos
Beberam todos os meus risos
Deixaram fantasmas medonhos
Vestidos como narcisos
Na pele ficou só o frio
De um corpo abandonado
Deixado qual no feitio
De um quadro inacabado
Rosangela Prado
quinta-feira, 31 de março de 2011
Caminho
Caminho de quem segue
O que persegue
Caminho de quem vive
E sobrevive
Pedra sobre pedra
Regra sobre regra
Guerra após guerra
Vitórias que a vida encerra
Queima o fogo ardente
Que aquece a semente
Vida que na vida
Dôa sua vida
Morre prá nascer
Morre prá viver
Noite que adormece
Pra outro dia despertar
Vida que emudece
Pra outra vida cantar
Sonho que desvanece
Por não ter onde pousar
Lembra do que se esquece
Pra novamente sonhar
Rosangela Prado
O que persegue
Caminho de quem vive
E sobrevive
Pedra sobre pedra
Regra sobre regra
Guerra após guerra
Vitórias que a vida encerra
Queima o fogo ardente
Que aquece a semente
Vida que na vida
Dôa sua vida
Morre prá nascer
Morre prá viver
Noite que adormece
Pra outro dia despertar
Vida que emudece
Pra outra vida cantar
Sonho que desvanece
Por não ter onde pousar
Lembra do que se esquece
Pra novamente sonhar
Rosangela Prado
Brincar
Brincar de esconde-esconde
Dentro do meu coração
Descobrir quem se esconde
Dentro da minha ilusão
Brincar de amarelinha
E alcançar o céu
E observar quem se aninha
Por detrás desse véu
Quem seu canto emudeceu
Pra não se dar a conhecer
Quem o berço preparou
Pra esse amor nascer
Na ciranda cirandinha
Volta e meia quero dar
Mas não vou dançar sózinha
Com voce quero bailar..
Rosangela Prado
Dentro do meu coração
Descobrir quem se esconde
Dentro da minha ilusão
Brincar de amarelinha
E alcançar o céu
E observar quem se aninha
Por detrás desse véu
Quem seu canto emudeceu
Pra não se dar a conhecer
Quem o berço preparou
Pra esse amor nascer
Na ciranda cirandinha
Volta e meia quero dar
Mas não vou dançar sózinha
Com voce quero bailar..
Rosangela Prado
quarta-feira, 30 de março de 2011
Manchete de jornal
Uma notícia no rádio
Uma manchete no jornal
Tudo só pra dizer
Que o que acontece é normal
Um chôro atráz da porta
Um segrêdo ao pé do ouvido
Uma árvore cresce torta
Que alguém se importe eu duvido
O sangue lava as ruas
A dor ecoa nos sinos
Meninas amanhecem nuas
E à noite...morte aos meninos
Olhos se fecham,bôcas se calam
Sorrisos se apagam
Todos se abalam
Mas amanhã é outro dia
Uma nova notícia no rádio
Uma nova manchete no jornal
Tudo só pra dizer
Que o que acontece é normal
Rosangela Prado
Uma manchete no jornal
Tudo só pra dizer
Que o que acontece é normal
Um chôro atráz da porta
Um segrêdo ao pé do ouvido
Uma árvore cresce torta
Que alguém se importe eu duvido
O sangue lava as ruas
A dor ecoa nos sinos
Meninas amanhecem nuas
E à noite...morte aos meninos
Olhos se fecham,bôcas se calam
Sorrisos se apagam
Todos se abalam
Mas amanhã é outro dia
Uma nova notícia no rádio
Uma nova manchete no jornal
Tudo só pra dizer
Que o que acontece é normal
Rosangela Prado
terça-feira, 29 de março de 2011
Voce chegou...
Voce chegou trazendo estrelas no olhar
Com seu jeito quieto e de pouco falar
Me deu de presente um raio de luar
Dizendo ser tempo de começar a sonhar
Voce chegou e cativou meu coração
Como o músico é cativo da canção
Me descuidei e me tornei sua prêsa
E me expus totalmente sem defesa
Voce chegou e logo se instalou
E o teu sorriso minha noite iluminou
E naquele momento eu pude perceber
Seria preciso mais que um momento
Pra poder te esquecer...
Rosangela Prado
Com seu jeito quieto e de pouco falar
Me deu de presente um raio de luar
Dizendo ser tempo de começar a sonhar
Voce chegou e cativou meu coração
Como o músico é cativo da canção
Me descuidei e me tornei sua prêsa
E me expus totalmente sem defesa
Voce chegou e logo se instalou
E o teu sorriso minha noite iluminou
E naquele momento eu pude perceber
Seria preciso mais que um momento
Pra poder te esquecer...
Rosangela Prado
segunda-feira, 28 de março de 2011
Quero ver-te
Quero ver-te nas águas claras
No verde suave das matas
Nas côres das araras
No branco das cascatas
Quero ver-te nos passarinhos
Na paz dos mananciais
No som dentro dos ninhos
Na beleza dos animais
Quero ver-te nas planícies
E nas côres de suas flôres
Como doces superfícies
Destinada aos amores
Quero ver-te na distância
Do horizonte já tingido
E sentir-te na fragrância
De um perfume não fingido
Quero ver-te no que resta
Do paraíso que criaste
Onde ainda tem floresta
Que resiste ao devaste
Quero ver-te na beleza
Que insiste em ficar
Nos mistérios da natureza
Que não puderam decifrar
Quero ver-te na cidade
Onde o homem foi morar
E em toda felicidade
Que ele é capaz de desejar
Não quero ver-te como toda gente
Mas além dos olhos do mundo
No interior de cada semente
E além do mar profundo
Quero ver-te em toda parte
E onde nem sempre querem ver-te
E quero sempre amar-te
Sem jamais poder esquecer-te
Rosangela Prado
No verde suave das matas
Nas côres das araras
No branco das cascatas
Quero ver-te nos passarinhos
Na paz dos mananciais
No som dentro dos ninhos
Na beleza dos animais
Quero ver-te nas planícies
E nas côres de suas flôres
Como doces superfícies
Destinada aos amores
Quero ver-te na distância
Do horizonte já tingido
E sentir-te na fragrância
De um perfume não fingido
Quero ver-te no que resta
Do paraíso que criaste
Onde ainda tem floresta
Que resiste ao devaste
Quero ver-te na beleza
Que insiste em ficar
Nos mistérios da natureza
Que não puderam decifrar
Quero ver-te na cidade
Onde o homem foi morar
E em toda felicidade
Que ele é capaz de desejar
Não quero ver-te como toda gente
Mas além dos olhos do mundo
No interior de cada semente
E além do mar profundo
Quero ver-te em toda parte
E onde nem sempre querem ver-te
E quero sempre amar-te
Sem jamais poder esquecer-te
Rosangela Prado
domingo, 27 de março de 2011
Se me cala a voz
Se me cala a voz
Explode o coração
E quando estou a sós
Renasce uma canção
Se me cala a voz
Aflora o sentimento
Como se quebra a noz
À luz de um momento
Se me cala a voz
A minha alma grita
Qual rio em sua foz
Geme de aflita
Se me cala a voz
Escreve a minha mão
O que aprendi com o algoz
Do cárcere da solidão
Se me cala a voz
Sussurra um furacão
Quando estou a sós
Com o meu coração
Rosangela Prado
Explode o coração
E quando estou a sós
Renasce uma canção
Se me cala a voz
Aflora o sentimento
Como se quebra a noz
À luz de um momento
Se me cala a voz
A minha alma grita
Qual rio em sua foz
Geme de aflita
Se me cala a voz
Escreve a minha mão
O que aprendi com o algoz
Do cárcere da solidão
Se me cala a voz
Sussurra um furacão
Quando estou a sós
Com o meu coração
Rosangela Prado
sábado, 26 de março de 2011
Entardecer
Como é lindo o entardecer
Quando o sol se despede
Como que escorrendo por entre os nossos dedos
Como que indo embora
Pedindo para ficar
Como que despedindo
Mas desejando abraçar
O entardecer tráz um aroma especial
É um perfume tão doce
Como doce é a esperança
De que amanhã será melhor
É como alguém que se vai
Com a certeza que voltará amanhã de manhã
É uma despedida sem saudade
É um adeus que é quase um oi
Uma brisa sopra no ar
Os sons se acalmam
Outra música começa a tocar
Tudo parece se distanciar
As vozes vão ficando mais longe
É como se o céu também fechasse as janelas
E aos poucos acendesse as luzes
É um maravilhoso espetáculo
O silenciar do dia
Para que a noite possa conversar
Parece coisa de poeta
Mas o entardecer
É uma das mais lindas poesias
Que alguém pôde escrever
Rosangela Prado
Quando o sol se despede
Como que escorrendo por entre os nossos dedos
Como que indo embora
Pedindo para ficar
Como que despedindo
Mas desejando abraçar
O entardecer tráz um aroma especial
É um perfume tão doce
Como doce é a esperança
De que amanhã será melhor
É como alguém que se vai
Com a certeza que voltará amanhã de manhã
É uma despedida sem saudade
É um adeus que é quase um oi
Uma brisa sopra no ar
Os sons se acalmam
Outra música começa a tocar
Tudo parece se distanciar
As vozes vão ficando mais longe
É como se o céu também fechasse as janelas
E aos poucos acendesse as luzes
É um maravilhoso espetáculo
O silenciar do dia
Para que a noite possa conversar
Parece coisa de poeta
Mas o entardecer
É uma das mais lindas poesias
Que alguém pôde escrever
Rosangela Prado
sexta-feira, 25 de março de 2011
Noite...
Na violenta
Noite na rua
O sangue esquenta
A morte está nua
Na madrugada
Em meio ao vazio
A luz apagada
Só resta o pavio
Ouço um gemido
No meio do lixo
Um som tão sofrido
Tal qual um cochicho
Mais adiante
Um corpo adornado
Coma ar sorridente
Está sendo comprado
Em meio aos cães
Caminham outros cães
E são tão iguais
Nos seus ideais
A noite acoberta
Um momento sombrio
Sinal de alerta
Um rosto vadio
E o dia amanhece...
E o sol ilumina
O que não se esquece
Nem se domina
Rosangela Prado
Noite na rua
O sangue esquenta
A morte está nua
Na madrugada
Em meio ao vazio
A luz apagada
Só resta o pavio
Ouço um gemido
No meio do lixo
Um som tão sofrido
Tal qual um cochicho
Mais adiante
Um corpo adornado
Coma ar sorridente
Está sendo comprado
Em meio aos cães
Caminham outros cães
E são tão iguais
Nos seus ideais
A noite acoberta
Um momento sombrio
Sinal de alerta
Um rosto vadio
E o dia amanhece...
E o sol ilumina
O que não se esquece
Nem se domina
Rosangela Prado
Travessuras
Dar ao rumo
O rumo
Que o rumo quer
Sem saber se mal
Ou bem-me-quer
Dar a quem
O bem que tiver
Dá meu bem
O bem que puder
Deixa vir o que vier
Deixa ir o qeu quizer
Meu coração de mulher
É quem escolhe o que quer
E não duvide se às vezes ele fizer
Travessuras...de mulher...
Rosangela Prado
O rumo
Que o rumo quer
Sem saber se mal
Ou bem-me-quer
Dar a quem
O bem que tiver
Dá meu bem
O bem que puder
Deixa vir o que vier
Deixa ir o qeu quizer
Meu coração de mulher
É quem escolhe o que quer
E não duvide se às vezes ele fizer
Travessuras...de mulher...
Rosangela Prado
quinta-feira, 24 de março de 2011
Infância
Curtia a carícia da brisa
Vestida com um raio de sol
Contemplava a estrela indecisa
Sentada junto ao paiol
Não tinha a malícia das damas
Ainda havia muito para aprender
Sobre o que acontecia nas camas
E nos livros que não podia ler
Crescia e seu corpo mudava
E mudava seu interior
Não era mais como quando brincava
Pelos campos cobertos de flor
Hoje essa lembrança distante
Baila na minha memória
Vem abraçada ao tempo
Do início da minha história
Rosangela Prado
Vestida com um raio de sol
Contemplava a estrela indecisa
Sentada junto ao paiol
Não tinha a malícia das damas
Ainda havia muito para aprender
Sobre o que acontecia nas camas
E nos livros que não podia ler
Crescia e seu corpo mudava
E mudava seu interior
Não era mais como quando brincava
Pelos campos cobertos de flor
Hoje essa lembrança distante
Baila na minha memória
Vem abraçada ao tempo
Do início da minha história
Rosangela Prado
quarta-feira, 23 de março de 2011
A noite...
A noite parou
Prá ouvir meu coração
E tudo se fez silêncio
Prá gritar minha solidão
As lágrimas que rolam
Rolam pra fugir
Por que sabem não consolam
Nem me impedem de sentir
Essa dor que me maltrata
Essa angústia que alucina
Uma crise que retrata
O que a vida não domina
Rosangela Prado
Prá ouvir meu coração
E tudo se fez silêncio
Prá gritar minha solidão
As lágrimas que rolam
Rolam pra fugir
Por que sabem não consolam
Nem me impedem de sentir
Essa dor que me maltrata
Essa angústia que alucina
Uma crise que retrata
O que a vida não domina
Rosangela Prado
terça-feira, 22 de março de 2011
Pequena bailarina
Pequena bailarina
Leve borboleta
Que voa na ponta dos pés
Pelos campos sem limites
Dos seus sonhos
Pequena bailarina
Que ainda não sabe
A águia que carrega dentro de si
Que ainda desconhece
O poder que tem de voar
Brinca como borboleta
Nos pequenos campos da sua infância
Mas um dia vai bailar
No mais alto céu
No mais profundo azul
Da sua maturidade
Quando se tornar mulher...
(Para minha pequena bailarina...Sofia )
Rosangela Prado
Leve borboleta
Que voa na ponta dos pés
Pelos campos sem limites
Dos seus sonhos
Pequena bailarina
Que ainda não sabe
A águia que carrega dentro de si
Que ainda desconhece
O poder que tem de voar
Brinca como borboleta
Nos pequenos campos da sua infância
Mas um dia vai bailar
No mais alto céu
No mais profundo azul
Da sua maturidade
Quando se tornar mulher...
(Para minha pequena bailarina...Sofia )
Rosangela Prado
segunda-feira, 21 de março de 2011
Motim
É uma tarde quente
O vapor subindo no asfalto
Apenas uma brisa leve
Muito leve...
Tocando a minha pele
Numa forma de carinho
Uma borboleta passou distraída
Como distraído está meu pensamento
E como num vôo sem vento
As aves flutuam no ar
Quase sem vida
Quase sem rumo
A natureza quase morta
Está mais viva do que eu
Meus pensamentos se rebelam
No meu cárcere
Está armado um motim
Minhas emoções
Querem saltar os muros
Dessa prisão dentro de mim
Quero quebrar as cadeias
Quero soltar os grilhões
Quero ser livre assim...
Dos outros e de mim...
Rosangela Prado
O vapor subindo no asfalto
Apenas uma brisa leve
Muito leve...
Tocando a minha pele
Numa forma de carinho
Uma borboleta passou distraída
Como distraído está meu pensamento
E como num vôo sem vento
As aves flutuam no ar
Quase sem vida
Quase sem rumo
A natureza quase morta
Está mais viva do que eu
Meus pensamentos se rebelam
No meu cárcere
Está armado um motim
Minhas emoções
Querem saltar os muros
Dessa prisão dentro de mim
Quero quebrar as cadeias
Quero soltar os grilhões
Quero ser livre assim...
Dos outros e de mim...
Rosangela Prado
Lindo môço
Era um lindo môço
De formoso rosto
E apurado gôsto
Que viu uma rosa
Rosa,côr-de-rosa
Rosa e formosa
E o lindo moço
De formoso rosto
E apurado gôsto
Se encantou da rosa
Bela e formosa
De pele cheirosa
E o lindo môço
De formoso rosto
E apurado gôsto
Não viu que a rosa
Rosa e formosa
Agora era amorosa
Foi-se o lindo môço
De formoso rosto
E apurado gôsto
E deixou a rosa
Bela e cheirosa
Agora tão chorosa
Olha lindo môço
De formoso rosto
E apurado gôsto
Que a sua rosa
Rosa côr-de-rosa
Já não é mais rosa
Rosangela Prado
De formoso rosto
E apurado gôsto
Que viu uma rosa
Rosa,côr-de-rosa
Rosa e formosa
E o lindo moço
De formoso rosto
E apurado gôsto
Se encantou da rosa
Bela e formosa
De pele cheirosa
E o lindo môço
De formoso rosto
E apurado gôsto
Não viu que a rosa
Rosa e formosa
Agora era amorosa
Foi-se o lindo môço
De formoso rosto
E apurado gôsto
E deixou a rosa
Bela e cheirosa
Agora tão chorosa
Olha lindo môço
De formoso rosto
E apurado gôsto
Que a sua rosa
Rosa côr-de-rosa
Já não é mais rosa
Rosangela Prado
domingo, 20 de março de 2011
Canto da janela
Pelo canto da janela
Vejo um pedacinho do infinito
Percebi o quanto meu coração anela
Essa paz que agora eu fito
No turbilhão das ondas
No seio da tempestade
Quando o perigo ronda
Quando me assalta a ansiedade
Aí desejo estar onde tu estás
Deixar que me envolvas num abraço
Descansar na paz que tu me dás
Percorrer contigo teu espaço
Deitar no teu peito
Ouvir teu coração
A pulsar de um jeito
Que parece uma canção
Rosangela Prado
Vejo um pedacinho do infinito
Percebi o quanto meu coração anela
Essa paz que agora eu fito
No turbilhão das ondas
No seio da tempestade
Quando o perigo ronda
Quando me assalta a ansiedade
Aí desejo estar onde tu estás
Deixar que me envolvas num abraço
Descansar na paz que tu me dás
Percorrer contigo teu espaço
Deitar no teu peito
Ouvir teu coração
A pulsar de um jeito
Que parece uma canção
Rosangela Prado
Dia e noite....
Debruçada na janela
Vejo o céu passar por mim
Até o sol com sua cor amarela
Cobrir o brilho da última estrela enfim
E o céu continua passando
Com suas nuvens de fumaça
Como sonhos que esvoaçando
Clamam por um momento de graça
E assim vão passando
Até o sol se despedir
E ouvindo a voz de comando
A primeira estrela surgir
Dia e noite,noite e dia
Vão passando lentamente
Vão seguindo em harmonia
Com o curso da vida da gente
Rosangela Prado
Vejo o céu passar por mim
Até o sol com sua cor amarela
Cobrir o brilho da última estrela enfim
E o céu continua passando
Com suas nuvens de fumaça
Como sonhos que esvoaçando
Clamam por um momento de graça
E assim vão passando
Até o sol se despedir
E ouvindo a voz de comando
A primeira estrela surgir
Dia e noite,noite e dia
Vão passando lentamente
Vão seguindo em harmonia
Com o curso da vida da gente
Rosangela Prado
sábado, 19 de março de 2011
Sonhos de papel
O vento bate em meu rosto
Meu coração é solitário
Um sentimento é sobreposto
Ao meu mundo imaginário
A solidão nas ruas
A solidão no quarto
Minhas lembranças nuas
No meu álbum de retratos
Meus sonhos de papel
São como um leve barquinho
Vão navegando ao léu
Tentando achar um caminho
Rosangela Prado
Meu coração é solitário
Um sentimento é sobreposto
Ao meu mundo imaginário
A solidão nas ruas
A solidão no quarto
Minhas lembranças nuas
No meu álbum de retratos
Meus sonhos de papel
São como um leve barquinho
Vão navegando ao léu
Tentando achar um caminho
Rosangela Prado
Espelho
Quando te vejo reflexo de mim
Parte de um mundo que eu não alcanço
Tento enxergar além da imagem,o sentimento...
Tento conhecer quem é voce...
Eu quero um espelho que reflita a tua alma
Eu quero pra tua alma
A transparência do cristal
Voce poderia ser uma casa de janelas abertas
Sem o medo de ser observada
Mas se fecha,e se esconde de mim
A calma do teu rosto
Contrasta com a agonia do teu coração
Um lago de águas claras
Que não se pode revolver fundo
Teu sorriso oculta a dor que não pode sentir
Teu olhar se perde entre o passado e futuro
E a expressão de não saber o que fazer
É marcada por rugas
Que não sabem o que responder
Eu preciso muito saber quem é voce
Mostra-me espelho meu
Que sou eu?
Rosangela Prado
Parte de um mundo que eu não alcanço
Tento enxergar além da imagem,o sentimento...
Tento conhecer quem é voce...
Eu quero um espelho que reflita a tua alma
Eu quero pra tua alma
A transparência do cristal
Voce poderia ser uma casa de janelas abertas
Sem o medo de ser observada
Mas se fecha,e se esconde de mim
A calma do teu rosto
Contrasta com a agonia do teu coração
Um lago de águas claras
Que não se pode revolver fundo
Teu sorriso oculta a dor que não pode sentir
Teu olhar se perde entre o passado e futuro
E a expressão de não saber o que fazer
É marcada por rugas
Que não sabem o que responder
Eu preciso muito saber quem é voce
Mostra-me espelho meu
Que sou eu?
Rosangela Prado
sexta-feira, 18 de março de 2011
Eu vi...
Eu vi apenas um raio de sol
Beijando docemente uma flor
Eu vi apenas uma palavra
Tornando eterno um amor
Eu vi apenas uma estrela
Iluminando a escuridão
Eu vi apenas um sorriso
Vibrando meu coração
Eu vi apenas uma folha
Sendo levada pelo vento
Eu vi apenas uma lembrança
Varrendo meu pensamento
Rosangela Prado
Beijando docemente uma flor
Eu vi apenas uma palavra
Tornando eterno um amor
Eu vi apenas uma estrela
Iluminando a escuridão
Eu vi apenas um sorriso
Vibrando meu coração
Eu vi apenas uma folha
Sendo levada pelo vento
Eu vi apenas uma lembrança
Varrendo meu pensamento
Rosangela Prado
Belo país
Água corrente
Cheia,enchente
Gente contente
Pisando na gente
Rouba o rato
A sobra do prato
Onde com tato
Come o gato
Rua sem luz
Que mal te conduz
Lei que produz
Ferida e puz
Belo país
Profunda raíz
Morre e diz
Que ainda é feliz
Canta a vitória
Que vira história
No sonho da escória
De vida ilusória
Agita a bandeira
Em dia de feira
Pede à rezadeira
A fé derradeira
Pobre menino
Rico felino
Cristal cristalino
Caos alcalino
Verde amarelo
Pé de chinelo
Sonho que anelo
Quebrar esse elo
Voz que ecoa
Num tempo que voa
Clama e apregoa
O Deus que abençoa
Rosangela Prado
Cheia,enchente
Gente contente
Pisando na gente
Rouba o rato
A sobra do prato
Onde com tato
Come o gato
Rua sem luz
Que mal te conduz
Lei que produz
Ferida e puz
Belo país
Profunda raíz
Morre e diz
Que ainda é feliz
Canta a vitória
Que vira história
No sonho da escória
De vida ilusória
Agita a bandeira
Em dia de feira
Pede à rezadeira
A fé derradeira
Pobre menino
Rico felino
Cristal cristalino
Caos alcalino
Verde amarelo
Pé de chinelo
Sonho que anelo
Quebrar esse elo
Voz que ecoa
Num tempo que voa
Clama e apregoa
O Deus que abençoa
Rosangela Prado
Pardais
Canto que o mar repete
Dia e noite sem parar
Tempo que o vento investe
Pra todo tempo cantar
Canto que o rio leva
Pra junto do sol poente
E um momento reserva
pra me tocar suavemente
Ouço uma sinfonia
Quem daria valor a pardais?
Mas dentro da minha agonia
É o mais lindo dos recitais
Rosangela Prado
Dia e noite sem parar
Tempo que o vento investe
Pra todo tempo cantar
Canto que o rio leva
Pra junto do sol poente
E um momento reserva
pra me tocar suavemente
Ouço uma sinfonia
Quem daria valor a pardais?
Mas dentro da minha agonia
É o mais lindo dos recitais
Rosangela Prado
quinta-feira, 17 de março de 2011
Canto....
Canto,canto
O encanto
Dos olhos da lua em mim
Falo do seu acalanto
Nas noites frias enfim
E o seu clarão na minha cama
Branco como o marfim
É como o frio que emana
Das lembranças dentro de mim...
Rosangela Prado
O encanto
Dos olhos da lua em mim
Falo do seu acalanto
Nas noites frias enfim
E o seu clarão na minha cama
Branco como o marfim
É como o frio que emana
Das lembranças dentro de mim...
Rosangela Prado
Amor...
Um sentimento
Me invade a alma
Me tráz calma
E contentamento
Autor dos meus versos
Sonhos dispersos
Refrões impressos
De modos diversos
Amor...doce acalanto
Que faz do meu canto
Mais que um encanto
Porta do meu pranto
Rosangela Prado
Me invade a alma
Me tráz calma
E contentamento
Autor dos meus versos
Sonhos dispersos
Refrões impressos
De modos diversos
Amor...doce acalanto
Que faz do meu canto
Mais que um encanto
Porta do meu pranto
Rosangela Prado
quarta-feira, 16 de março de 2011
Saudade...
Olhei pela janela do quarto
Vi um céu azul, muito azul
Flores vermelhas sobre o branco muro
Num forte contraste
Nunca estiveram tão lindas
Bailando ao som do vento
Não se perturbam com nada
Pra elas basta que seja primavera
O sol beija meu rosto
E me toca com seus dedos quentes
Eu sinto a ternura da brisa
Um pássaro canta e não mente
A emoção percorre minhas veias
E vai ao meu coração anunciar
Alguém chegou pra nos visitar
É a saudade...
Com sua mala de lembranças
Pra me fazer de ti recordar...
Rosangela Prado
Vi um céu azul, muito azul
Flores vermelhas sobre o branco muro
Num forte contraste
Nunca estiveram tão lindas
Bailando ao som do vento
Não se perturbam com nada
Pra elas basta que seja primavera
O sol beija meu rosto
E me toca com seus dedos quentes
Eu sinto a ternura da brisa
Um pássaro canta e não mente
A emoção percorre minhas veias
E vai ao meu coração anunciar
Alguém chegou pra nos visitar
É a saudade...
Com sua mala de lembranças
Pra me fazer de ti recordar...
Rosangela Prado
terça-feira, 15 de março de 2011
O que é...
O que é vai deixar de ser
O que não foi nunca será
O que é raso pode ser profundo
E o que é profudo pode se encher
O que está sujo pode se limpar
E se limpando pode se sujar
O que é firme pode se abalar
O que se abala pode desabar
O que se escreve pode não se ler
O que se sente pode não se escrever
O que se diz pode não se entender
O que se entende pode não se dizer
Do que se sonha não dá pra viver
Quem viverá sem sonhar?
O que vive, sabe que um dia vai morrer
Mas morrendo de amor
É a melhor forma de se viver...
Rosangela Prado
O que não foi nunca será
O que é raso pode ser profundo
E o que é profudo pode se encher
O que está sujo pode se limpar
E se limpando pode se sujar
O que é firme pode se abalar
O que se abala pode desabar
O que se escreve pode não se ler
O que se sente pode não se escrever
O que se diz pode não se entender
O que se entende pode não se dizer
Do que se sonha não dá pra viver
Quem viverá sem sonhar?
O que vive, sabe que um dia vai morrer
Mas morrendo de amor
É a melhor forma de se viver...
Rosangela Prado
segunda-feira, 14 de março de 2011
Busco
Busco teu olhar
Como a noite busca o dia
Busco o teu amor
Como a abelha busca a flor
Busco no teu corpo
Minha fonte de prazer
Como aquele que tem sêde
Busca água pra beber
Busco no teu brilho
o meu rosto iluminar
Como o mar a doce lua
Se contenta em espelhar
Busco no teu peito
Meu amor entrelaçar
Como paralelas
Querendo se encontrar
Busco no teu ninho
Meu descanso alcançar
Como passarinhos
Querendo se amar
Rosangela Prado
Como a noite busca o dia
Busco o teu amor
Como a abelha busca a flor
Busco no teu corpo
Minha fonte de prazer
Como aquele que tem sêde
Busca água pra beber
Busco no teu brilho
o meu rosto iluminar
Como o mar a doce lua
Se contenta em espelhar
Busco no teu peito
Meu amor entrelaçar
Como paralelas
Querendo se encontrar
Busco no teu ninho
Meu descanso alcançar
Como passarinhos
Querendo se amar
Rosangela Prado
Portais
Portais de pedra
Umbrais dos fortes
Que não se quebram
E nem se dobram
Pisam o chão frio
Beijam a morte
Sentem o desafio
Que vem do norte
Dor que não sara
E nem se vai
Tapa na cara
De quem não cai
Águas que lavam
O rosto sofrido
Gritos que abafam
O triste gemido
Dos cães que ladram
Nas rua sózinhos
Como os que enquadram
Nesses caminhos
Cartas que levam
Os sentimentos
Corações que pesam
como os sofrimentos
Olhos que alcançam
O riso dos ventos
Vozes que dançam
Nos pensamentos
Rosangela Prado
Umbrais dos fortes
Que não se quebram
E nem se dobram
Pisam o chão frio
Beijam a morte
Sentem o desafio
Que vem do norte
Dor que não sara
E nem se vai
Tapa na cara
De quem não cai
Águas que lavam
O rosto sofrido
Gritos que abafam
O triste gemido
Dos cães que ladram
Nas rua sózinhos
Como os que enquadram
Nesses caminhos
Cartas que levam
Os sentimentos
Corações que pesam
como os sofrimentos
Olhos que alcançam
O riso dos ventos
Vozes que dançam
Nos pensamentos
Rosangela Prado
domingo, 13 de março de 2011
Pé de chinelo
Um pé de chinelo
Sem par paralelo
Um rosto sombrio
Sem nenhum desafio
Um louco sem causa
Ou a causa de um louco
Uma música sem pausa
Do silêncio quer um pouco
As flores no campo
E as águas que correm
São parte do encanto
Dos que não morrem
Rosangela Prado
Sem par paralelo
Um rosto sombrio
Sem nenhum desafio
Um louco sem causa
Ou a causa de um louco
Uma música sem pausa
Do silêncio quer um pouco
As flores no campo
E as águas que correm
São parte do encanto
Dos que não morrem
Rosangela Prado
sábado, 12 de março de 2011
Amor mudo
Canto que canta o tempo
Sem poder reclamar
Relógio que marca o futuro
Sem poder se adiantar
Flor que enfeita a estação
Sem pra sempre poder enfeitar
Chuva que molha a terra
Sem pra sempre poder ficar
Sol,girassol,girando o mundo
Sem sair do lugar
Amor que nasceu mudo
Sem jamais poder falar
Rosangela Prado
Sem poder reclamar
Relógio que marca o futuro
Sem poder se adiantar
Flor que enfeita a estação
Sem pra sempre poder enfeitar
Chuva que molha a terra
Sem pra sempre poder ficar
Sol,girassol,girando o mundo
Sem sair do lugar
Amor que nasceu mudo
Sem jamais poder falar
Rosangela Prado
Meu canto
O céu infinito
É menor que meu grito
O horizonte é um traço
Fugindo do abraço
Meu canto é um rio
Seguindo arredio
Ganhando os espaços
Rompendo os laços
Medindo a medida
Da sua guarida
Subindo as alturas
Tecendo as ruturas
Calando meus mêdos
Contando segredos
Vivendo a vida
Curando a ferida
Rindo o riso
Maduro do siso
Rosangela Prado
É menor que meu grito
O horizonte é um traço
Fugindo do abraço
Meu canto é um rio
Seguindo arredio
Ganhando os espaços
Rompendo os laços
Medindo a medida
Da sua guarida
Subindo as alturas
Tecendo as ruturas
Calando meus mêdos
Contando segredos
Vivendo a vida
Curando a ferida
Rindo o riso
Maduro do siso
Rosangela Prado
Rola...
Rola o vento
Brincando no tempo
Rola o sentimento
Qual folha ao vento
Rola a alegria
Como fantasia
E a fantasia
Vestida de magia
Rola a saudade
Qual realidade
E como a realidade
Fica de verdade
Rola a liberdade
Cheia de verdade
E sem a malícia
Passeia na cidade
Rola a lealdade
Com a sua fôrça
E com veracidade
A fôrça da amizade
Rola a confiança
Que com liberdade
Dança a sua dança
De afinidade
Rola a vida
Mesmo sem guarida
Uma ave destemida
Que saiu sem despedida
Rosangela Prado
Brincando no tempo
Rola o sentimento
Qual folha ao vento
Rola a alegria
Como fantasia
E a fantasia
Vestida de magia
Rola a saudade
Qual realidade
E como a realidade
Fica de verdade
Rola a liberdade
Cheia de verdade
E sem a malícia
Passeia na cidade
Rola a lealdade
Com a sua fôrça
E com veracidade
A fôrça da amizade
Rola a confiança
Que com liberdade
Dança a sua dança
De afinidade
Rola a vida
Mesmo sem guarida
Uma ave destemida
Que saiu sem despedida
Rosangela Prado
sexta-feira, 11 de março de 2011
O que se foi...
O que se pensou
E não se disse
O que não ficou
Até que saísse
O que se sonhou
E não se viveu
Não se contou
Nem se escondeu
O que se viu na cara
Tão clara da lua
Não se espalhou
No meio da rua
O que não se comprou
Nem se vendeu
Nem se notou
Quando se perdeu
O que não se sagrou
Sangrou na saída
O que o tempo apagou
É lembrança esquecida
O que se desejou
E não se buscou
É dor que a saudade
Com a lágrima amenizou
Rosangela Prado
E não se disse
O que não ficou
Até que saísse
O que se sonhou
E não se viveu
Não se contou
Nem se escondeu
O que se viu na cara
Tão clara da lua
Não se espalhou
No meio da rua
O que não se comprou
Nem se vendeu
Nem se notou
Quando se perdeu
O que não se sagrou
Sangrou na saída
O que o tempo apagou
É lembrança esquecida
O que se desejou
E não se buscou
É dor que a saudade
Com a lágrima amenizou
Rosangela Prado
quinta-feira, 10 de março de 2011
Viver e sonhar
Sonhar é mais que viver
Viver é mais que sonhar
Enquanto sonhamos ,vivemos
Enquanto vivemos, sonhamos
Enquanto falamos, calamos
E quando calamos,falamos
O que o nosso silêncio quer gritar
E os nossos ouvidos anseiam por escutar
Quanta contradição sem solução
Queremos a solução sem contradição
Sonhamos com a paz,mas fazemos a guerra
E dizemos que a guerra é em nome da paz
Fazemos do amor nossa bandeira
E por ser amor
achamos que é besteira
E quando achamos que somos "inteiro"
Percebemos que somos só metade
E em algum momento da nossa vida
Entenderemos...
Que não importa
Se vivemos ou sonhamos...
Se sonhamos ou vivemos...
O que importa...
É que seja verdadeiro...
Rosangela Prado
Viver é mais que sonhar
Enquanto sonhamos ,vivemos
Enquanto vivemos, sonhamos
Enquanto falamos, calamos
E quando calamos,falamos
O que o nosso silêncio quer gritar
E os nossos ouvidos anseiam por escutar
Quanta contradição sem solução
Queremos a solução sem contradição
Sonhamos com a paz,mas fazemos a guerra
E dizemos que a guerra é em nome da paz
Fazemos do amor nossa bandeira
E por ser amor
achamos que é besteira
E quando achamos que somos "inteiro"
Percebemos que somos só metade
E em algum momento da nossa vida
Entenderemos...
Que não importa
Se vivemos ou sonhamos...
Se sonhamos ou vivemos...
O que importa...
É que seja verdadeiro...
Rosangela Prado
quarta-feira, 9 de março de 2011
Emoções
A noite vem como mãe desfilhada...
A solidão invade como faca afiada...
O coração...sertão castigado pela sêca...
A emoção...vento que não tem cêrca...
O corpo...bicho que não se afaga...
O desejo...incêndio que não se apaga...
O olhar...pássaro que não tem ninho...
O pensamento...viajante do caminho...
A saudade...pequena gota que corrói...
A paixão...vento forte que destrói...
O sorriso...refúgio de uma lágrima contraditória...
O ontem...abrigo de uma história...
A ilusão...uma nuvem traiçoeira...
O sonho...uma ambição verdadeira...
A raiva...o vômito do vulcão...
Felicidade...bailarina que dança sem canção...
Rosangela Prado
A solidão invade como faca afiada...
O coração...sertão castigado pela sêca...
A emoção...vento que não tem cêrca...
O corpo...bicho que não se afaga...
O desejo...incêndio que não se apaga...
O olhar...pássaro que não tem ninho...
O pensamento...viajante do caminho...
A saudade...pequena gota que corrói...
A paixão...vento forte que destrói...
O sorriso...refúgio de uma lágrima contraditória...
O ontem...abrigo de uma história...
A ilusão...uma nuvem traiçoeira...
O sonho...uma ambição verdadeira...
A raiva...o vômito do vulcão...
Felicidade...bailarina que dança sem canção...
Rosangela Prado
segunda-feira, 7 de março de 2011
solidão...
O que fazes que me arrastas e me levas com voce?
Por que insistes em ser maior que o burburinho ao meu redor?
Por que cantas o canto que só eu posso ouvir?
Há muito evito os teus caminhos....
Mas de alguma forma me encontras...
E me cobres com teu manto...
E me envolves de um jeito...
Que o pavor vira encanto...
E o teu silêncio acalanto...
E eu deixo de fugir...
E passo a te buscar...
E me deixo estar no teu regaço..
E contigo divido meu espaço...
E então somos só nós...
Eu e voce...
Minha solidão...
Por que insistes em ser maior que o burburinho ao meu redor?
Por que cantas o canto que só eu posso ouvir?
Há muito evito os teus caminhos....
Mas de alguma forma me encontras...
E me cobres com teu manto...
E me envolves de um jeito...
Que o pavor vira encanto...
E o teu silêncio acalanto...
E eu deixo de fugir...
E passo a te buscar...
E me deixo estar no teu regaço..
E contigo divido meu espaço...
E então somos só nós...
Eu e voce...
Minha solidão...
quinta-feira, 3 de março de 2011
Dentro dos teus olhos...
Dentro dos teus olhos o que pode haver?
Dentre tantas imagens,qual voce quer rever?
Dentro dos teus olhos algo não razurado
Um nome, um rosto,um momento guardado
Dentro dos teus olhos,um grande enrêdo
Entre tantas lembranças,a coragem e o medo
Dentro dos teus olhos a pequena menina
Vislumbra os seus sonhos,na mesma retina
Dentro dos teus olhos viaja o passado
Buscando retratos de um mundo encantado
Dentro dos teus olhos se avista o futuro
Um tempo distante ainda obscuro
Dentro dos teus olhos um imenso mar
O desconhecido que eu não canso de admirar
Dentro dos teus olhos a miragem perdida
Soltou-se no tempo,já foi esquecida
Dentro dos teus olhos...
Dentro dos meus olhos....
Rosangela Prado
Dentre tantas imagens,qual voce quer rever?
Dentro dos teus olhos algo não razurado
Um nome, um rosto,um momento guardado
Dentro dos teus olhos,um grande enrêdo
Entre tantas lembranças,a coragem e o medo
Dentro dos teus olhos a pequena menina
Vislumbra os seus sonhos,na mesma retina
Dentro dos teus olhos viaja o passado
Buscando retratos de um mundo encantado
Dentro dos teus olhos se avista o futuro
Um tempo distante ainda obscuro
Dentro dos teus olhos um imenso mar
O desconhecido que eu não canso de admirar
Dentro dos teus olhos a miragem perdida
Soltou-se no tempo,já foi esquecida
Dentro dos teus olhos...
Dentro dos meus olhos....
Rosangela Prado
quarta-feira, 2 de março de 2011
O presente chora...
O presente chora
Quando tem que ir embora
E de um jeito delicado
Torna-se passado
Os ventos que sopraram
As nuvens que passaram
As águas que rolaram
Ao presente não tornaram
O presente chora
Quando tem que ir embora
Fica na memória
É parte da história
Muda o sentimento
Hoje parte do momento
Mas na realidade
Hoje chama-se saudade...
Rosangela Prado
Quando tem que ir embora
E de um jeito delicado
Torna-se passado
Os ventos que sopraram
As nuvens que passaram
As águas que rolaram
Ao presente não tornaram
O presente chora
Quando tem que ir embora
Fica na memória
É parte da história
Muda o sentimento
Hoje parte do momento
Mas na realidade
Hoje chama-se saudade...
Rosangela Prado
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
As vezes sou...
As vezes sou noite...
As vezes sou dia...
As vezes sou chôro...
As vezes sou riso,gargalhada...
As vezes sou canto,melodia...
As vezes sou silêncio, sou pausa...
As vezes sou asas,quero voar prá longe...
As vezes sou ímã,quero me aproximar...
As vezes sou chão,sou raíz...
As vezes sou céu,sou liberdade...
As vezes sou abraço apertado...
As vezes sou adeus,sou despedida...
As vezes sou presença confirmada...
As vezes sou lembrança,sou saudade...
As vezes sou verdade,realidade...
As vezes só poesia,fantasia...
As vezes.....
Rosangela Prado
As vezes sou dia...
As vezes sou chôro...
As vezes sou riso,gargalhada...
As vezes sou canto,melodia...
As vezes sou silêncio, sou pausa...
As vezes sou asas,quero voar prá longe...
As vezes sou ímã,quero me aproximar...
As vezes sou chão,sou raíz...
As vezes sou céu,sou liberdade...
As vezes sou abraço apertado...
As vezes sou adeus,sou despedida...
As vezes sou presença confirmada...
As vezes sou lembrança,sou saudade...
As vezes sou verdade,realidade...
As vezes só poesia,fantasia...
As vezes.....
Rosangela Prado
domingo, 27 de fevereiro de 2011
O mar e a praia...
O mar e a praia,dois eternos amantes
De manhã,ele vem suave e sussurra baixinho
Bom dia,eu amo voce!
Ela se faz dengosa,e preguiçosa se derrete nesse carinho
Um toque sensual,que a deixa mais bonita
Ele, um amante desesperado,mas inconstante
Ele chega sempre trazendo presentes,e contando histórias,desvendando mistérios
Sempre falante,muito elegante,um amante interessante
Bonito,forte,impetuoso,arrogante
Mas sempre se dobra aos encantos da sua amada
Seu espírito aventureiro,faz com que ele sempre diga adeus...
Ele sempre parte em silêncio de mansinho
E a cada despedida,ele não percebe
Mas leva da sua amada um pouquinho
Ela é sábia,prudente,sensata
Do amado não se afasta
Ela sabe que o seu destino estará sempre ligado ao dele
Por isso fica ali,sempre esperando a sua volta
E quando ele chega,pede desculpas...
E o regresso é sempre uma festa
Sem reservas ela se entrega,fazendo-o feliz
Ele parece indomável,mas nos seios dela,se acalma
Ele parece selvagem,mas nesse abraço há perfeita harmonia
E quando a noite chega,apenas a lua e as estrelas
Como testemunhas silenciosas,conseguem ouvir e ver
as juras e as promessas,os beijos e as carícias
Desses eternos amantes...
De manhã,ele vem suave e sussurra baixinho
Bom dia,eu amo voce!
Ela se faz dengosa,e preguiçosa se derrete nesse carinho
Um toque sensual,que a deixa mais bonita
Ele, um amante desesperado,mas inconstante
Ele chega sempre trazendo presentes,e contando histórias,desvendando mistérios
Sempre falante,muito elegante,um amante interessante
Bonito,forte,impetuoso,arrogante
Mas sempre se dobra aos encantos da sua amada
Seu espírito aventureiro,faz com que ele sempre diga adeus...
Ele sempre parte em silêncio de mansinho
E a cada despedida,ele não percebe
Mas leva da sua amada um pouquinho
Ela é sábia,prudente,sensata
Do amado não se afasta
Ela sabe que o seu destino estará sempre ligado ao dele
Por isso fica ali,sempre esperando a sua volta
E quando ele chega,pede desculpas...
E o regresso é sempre uma festa
Sem reservas ela se entrega,fazendo-o feliz
Ele parece indomável,mas nos seios dela,se acalma
Ele parece selvagem,mas nesse abraço há perfeita harmonia
E quando a noite chega,apenas a lua e as estrelas
Como testemunhas silenciosas,conseguem ouvir e ver
as juras e as promessas,os beijos e as carícias
Desses eternos amantes...
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Se...
Murcha a rosa e não exala mais perfume
Foge dela a beleza e não atrai mais olhares
Um passo sem asas não voa
O galo sem amanhecer não canta
Um rio sem leito não corre
A lenha sem fogo não queima
Primavera sem flor não existe
O dia sem a noite não finda
A lua sem poeta não é cantada
A vitória sem luta não é alcançada
Um time sem regras não joga
O lavrador sem semente não planta
Um guerreiro sem arma não luta
O soldado sem farda não é honrado
O par sem o ímpar não conta
O jornal sem notícia não vende
O que é só pode ser,se o outro também for
E o que não é,só não vai ser
Se não quizer o amor...
Foge dela a beleza e não atrai mais olhares
Um passo sem asas não voa
O galo sem amanhecer não canta
Um rio sem leito não corre
A lenha sem fogo não queima
Primavera sem flor não existe
O dia sem a noite não finda
A lua sem poeta não é cantada
A vitória sem luta não é alcançada
Um time sem regras não joga
O lavrador sem semente não planta
Um guerreiro sem arma não luta
O soldado sem farda não é honrado
O par sem o ímpar não conta
O jornal sem notícia não vende
O que é só pode ser,se o outro também for
E o que não é,só não vai ser
Se não quizer o amor...
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Mudanças...
Não estou presa na gaiola
Que viola sua prêsa
Minha prisão é céu aberto
Que de tão perto causa medo
O imenso azul que agora eu fito
Temo não seja tão infinito
Mas rompo os ares
Por sobre os mares
Canto a cantiga
De tão antiga,se renova
Quebro a imagem
Paisagem do passado
Vejo meu rosto
Sobrepôsto aliviado
Pinto as nuanças
Das mudanças que hão de vir
Fecho as portas
Pra coisas tortas que se foram
Vejo a saída...
Fui escolhida pra bem viver...
Que viola sua prêsa
Minha prisão é céu aberto
Que de tão perto causa medo
O imenso azul que agora eu fito
Temo não seja tão infinito
Mas rompo os ares
Por sobre os mares
Canto a cantiga
De tão antiga,se renova
Quebro a imagem
Paisagem do passado
Vejo meu rosto
Sobrepôsto aliviado
Pinto as nuanças
Das mudanças que hão de vir
Fecho as portas
Pra coisas tortas que se foram
Vejo a saída...
Fui escolhida pra bem viver...
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Amor da terra
O homem fere a terra
Sangra-lhe as entranhas
Agride o seu pudor
Descobre os seus segredos
Desnuda o seu cio
Desvenda os seus mistérios
Cultiva a sua dor
É o vilão do seu abandono
É a testemunha da sua agonia
É o algoz da sua sentença...
E a terra não se ressente
E como prova de que não se magoa
Mas de que perdoa
Ela responde com amor
E tira da morte a vida
Dá o fruto de seu ventre
Resgata sua honra
E com orgulho sacia
A fome do amante que a possui
Sangra-lhe as entranhas
Agride o seu pudor
Descobre os seus segredos
Desnuda o seu cio
Desvenda os seus mistérios
Cultiva a sua dor
É o vilão do seu abandono
É a testemunha da sua agonia
É o algoz da sua sentença...
E a terra não se ressente
E como prova de que não se magoa
Mas de que perdoa
Ela responde com amor
E tira da morte a vida
Dá o fruto de seu ventre
Resgata sua honra
E com orgulho sacia
A fome do amante que a possui
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Menina...
Menina faceira,menina levada
Com seu jeito de criança
Teimosa e malcriada
Com o olhar sonhador
E sorriso zombeteiro
Quem diria,quem diria
Foi parar no estrangeiro
Com os pés sempre descalços
E um sonho em cada mão
Desfazia sempre os laços
Presos ao seu coração
Com seu jeito aventureiro
De quem nunca é prisioneiro
Era livre como o vento
Sem dono,sem adestramento
Embora ave arisca
Que observa e não se arrisca
Se traiu num só olhar
Se deixou apaixonar....
Com seu jeito de criança
Teimosa e malcriada
Com o olhar sonhador
E sorriso zombeteiro
Quem diria,quem diria
Foi parar no estrangeiro
Com os pés sempre descalços
E um sonho em cada mão
Desfazia sempre os laços
Presos ao seu coração
Com seu jeito aventureiro
De quem nunca é prisioneiro
Era livre como o vento
Sem dono,sem adestramento
Embora ave arisca
Que observa e não se arrisca
Se traiu num só olhar
Se deixou apaixonar....
Lábios
Lábios que balbuciam
Palavras não audíveis
Lábios que silenciam
Desejos inatingíveis
Lábios que guerreiam
E as palavras sabem usar
Como as palavras dos sábios
Livres beijam o ar
Lábios que esboçam um sorriso
Quando mencionam seu nome
E se mostram sem juízo
Ante o fogo que os consome
Lábios que querem dizer
Versos que são só seus
Mas ao terem que escolher
Preferem dizer adeus...
Palavras não audíveis
Lábios que silenciam
Desejos inatingíveis
Lábios que guerreiam
E as palavras sabem usar
Como as palavras dos sábios
Livres beijam o ar
Lábios que esboçam um sorriso
Quando mencionam seu nome
E se mostram sem juízo
Ante o fogo que os consome
Lábios que querem dizer
Versos que são só seus
Mas ao terem que escolher
Preferem dizer adeus...
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Vento...
Vento que passeia
Noutros horizontes
Vento que conhece
Quem mora detrás dos montes
Vento que sopra
Ao amanhecer
Tráz nostalgia
Ao meu entardecer
Vento que toca
A face molhada
Canta de mansinho
Durante a madrugada
Vento que caminha
Pelas ruas da cidade
Canta este meu canto
Repleto de saudade...
Noutros horizontes
Vento que conhece
Quem mora detrás dos montes
Vento que sopra
Ao amanhecer
Tráz nostalgia
Ao meu entardecer
Vento que toca
A face molhada
Canta de mansinho
Durante a madrugada
Vento que caminha
Pelas ruas da cidade
Canta este meu canto
Repleto de saudade...
Longe de ti Brasil...
Brasil!
Quando me lembro de você
Sinto a saudade doendo no peito
Como se houvesse um jeito
De poder te transformar
Eu queria poder cantar
A beleza dos teus feitos
Eu queria pegar no ar
Notícias de você
Mas você está tão longe e tão diferente...
Tua dor é maior e teu corpo sofre mais
Tua cabeça não ajuda e teu coração sente
Sangram as tuas entranhas e a tua boca mente
Eu queria olhar prá você e ver a esperança
Na cor da tua bandeira
Mas a"Ordem e o Progresso" já não são teu lema
E até o seu hino,quem sabe,precise de um novo tema
Eu queria poder secar as lágrimas dos teus velhos
E matar a fome dos teus meninos
Ladrilhar as tuas ruas com pedrinhas de brilhantes
Só pra ver o teu amor passar
Mas quem sou eu senão apenas
Mais uma de tuas amantes
Quem sou eu senão apenas
Mais um,entre tantos imigrantes
(Rosangela Prado-1993)
Quando me lembro de você
Sinto a saudade doendo no peito
Como se houvesse um jeito
De poder te transformar
Eu queria poder cantar
A beleza dos teus feitos
Eu queria pegar no ar
Notícias de você
Mas você está tão longe e tão diferente...
Tua dor é maior e teu corpo sofre mais
Tua cabeça não ajuda e teu coração sente
Sangram as tuas entranhas e a tua boca mente
Eu queria olhar prá você e ver a esperança
Na cor da tua bandeira
Mas a"Ordem e o Progresso" já não são teu lema
E até o seu hino,quem sabe,precise de um novo tema
Eu queria poder secar as lágrimas dos teus velhos
E matar a fome dos teus meninos
Ladrilhar as tuas ruas com pedrinhas de brilhantes
Só pra ver o teu amor passar
Mas quem sou eu senão apenas
Mais uma de tuas amantes
Quem sou eu senão apenas
Mais um,entre tantos imigrantes
(Rosangela Prado-1993)
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Lágrima
Uma lágrima corre solitária
viajante muda de um rosto sem expressão
Segue calada,é fiel a emoção
Não revela o segredo...
Nem entrega o coração
Carrega apenas um sentimento
e para não se trair
Foge apressada
E antes que seja apanhada
Desaparece...
Deixa de existir...
viajante muda de um rosto sem expressão
Segue calada,é fiel a emoção
Não revela o segredo...
Nem entrega o coração
Carrega apenas um sentimento
e para não se trair
Foge apressada
E antes que seja apanhada
Desaparece...
Deixa de existir...
domingo, 20 de fevereiro de 2011
miragem
A água que é doce na fonte
No oceano vem se salgar
E o sol que se põe no horizonte
Vem a noite anunciar
A terra que cobre a semente
Logo a vida faz brotar
E a dor que prá mim não mente
Vem meu coração apertar
A miragem que no deserto
Pinta um quadro de engano
É como dizer por certo
Que se conhece o ser humano
A calma de uma leve brisa
Antecede um furacão
E o olhar que não tem divisa
não limita o coração.
No oceano vem se salgar
E o sol que se põe no horizonte
Vem a noite anunciar
A terra que cobre a semente
Logo a vida faz brotar
E a dor que prá mim não mente
Vem meu coração apertar
A miragem que no deserto
Pinta um quadro de engano
É como dizer por certo
Que se conhece o ser humano
A calma de uma leve brisa
Antecede um furacão
E o olhar que não tem divisa
não limita o coração.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
De manhã...
Surge o sol descabelado
Meio sem jeito,meio sem graça
Como se tivesse passado
A noite inteira na praça
O dia se espreguiça nos meus braços
A brisa suspira o meu suspiro
Vejo seu rosto e risco seus traços
Com saudade rever-te eu aspiro
Com alegria me levanto
Pois viver é um desafio
A liberdade é o meu manto
E voce meu desvario...
Meio sem jeito,meio sem graça
Como se tivesse passado
A noite inteira na praça
O dia se espreguiça nos meus braços
A brisa suspira o meu suspiro
Vejo seu rosto e risco seus traços
Com saudade rever-te eu aspiro
Com alegria me levanto
Pois viver é um desafio
A liberdade é o meu manto
E voce meu desvario...
vida de uma borboleta
Uma borboleta passou por aqui
Em suas asas mil sonhos,mil côres
Voou por um dia, por todo um dia voou
Mas seu vôo não foi além do por do sol
Não alcançou a aurora de um novo dia
O sol,ovento, a liberdade
O perfume e o néctar de uma flor
O amor,uma dança,uma fantasia
Um vôo apressado contra o tempo
Dobrando o valor de cada momento
Deixando no ar a pergunta
Por que uma tão efêmera vida foi tão feliz?
Talvez porque dentro desse vôo tão curto
Coube tudo o que ela quiz
(Rosangela Prado)
Em suas asas mil sonhos,mil côres
Voou por um dia, por todo um dia voou
Mas seu vôo não foi além do por do sol
Não alcançou a aurora de um novo dia
O sol,ovento, a liberdade
O perfume e o néctar de uma flor
O amor,uma dança,uma fantasia
Um vôo apressado contra o tempo
Dobrando o valor de cada momento
Deixando no ar a pergunta
Por que uma tão efêmera vida foi tão feliz?
Talvez porque dentro desse vôo tão curto
Coube tudo o que ela quiz
(Rosangela Prado)
no jardim....
No jardim...
cada flor tem um amor-perfeito
um fogo selvagem,uma chama sempre-viva
margaridas,violetas
exibindo virtuosas silhuetas
ão bailarinas,damas da noite
e dorme-maria....
e só desperta às onze horas
se espanta quando a Dália
beija a boca-do-leão
mas bate palmas quando a Hortênsia
se apaixona pelo capitão-da -sala
a Rosa se enfeita com a sua grinalda de noiva
mas não se casa com o cravo
pois fica decepcionada ao descobrir
que ele não tem dinheiro-em -penca.
(Rosangela Prado)
cada flor tem um amor-perfeito
um fogo selvagem,uma chama sempre-viva
margaridas,violetas
exibindo virtuosas silhuetas
ão bailarinas,damas da noite
e dorme-maria....
e só desperta às onze horas
se espanta quando a Dália
beija a boca-do-leão
mas bate palmas quando a Hortênsia
se apaixona pelo capitão-da -sala
a Rosa se enfeita com a sua grinalda de noiva
mas não se casa com o cravo
pois fica decepcionada ao descobrir
que ele não tem dinheiro-em -penca.
(Rosangela Prado)
Assinar:
Postagens (Atom)