quinta-feira, 26 de maio de 2011

Homem valente

Vasta campina
Ave de rapina
Sangue vertendo
No chão se perdendo
Vida roubada
Na pedra tombada
Sob o olhar da morte
Que se julga forte
Homem amado
Por preço comprado
Não faz a viagem
Sem ter a passagem
Nem toma o trem
Sem saber de onde vem
Se orgulha do nome
Mesmo que com fome
Sabe que no passado
Seu destino foi traçado
Não troca o caminho
Por causa do espinho
Respira ofegante
Ao ver o gigante
Ri como criança
Quando entra na dança
Beija a mulher
Quando esta lhe quer
Esquece o rosto que enruga
Ao planejar a fuga
E cai desarmado
Como bicho domado
Não deixa a batalha
Mesmo quando falha
Segue sorrindo
Ainda que fingindo
Segue cantando
Ainda que chorando
Homem valente
Não cala,nem mente
Nem foge da dor
Ainda que seja de amor

Rosangela Prado

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