Retirei do meu rosto o véu
Tirei da minha boca o amargo do fel
Prendi no abismo o meu grito
Prá dizer o que eu acredito
Curei minha ferida com sal
Deixei fluir o que me é natural
Rasguei minhas roupas na rua
Deixei minha verdade nua
E voei nas asas do vento
E sorri...e sorri de contentamento
Rompi as fronteiras e os mares
Respirei novos ares
Rasguei meus contratos passados
Soltei meus pés enlaçados
E cantei o meu canto guardado
Retomei o sonho abandonado
Soltei minha alma aprisionada
Prá não ser mais violada
Vou reescrever uma história prá ser contada
Vou terminar minha poesia inacabada
Rosangela Prado
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