Uma parede descascada
Um rebôco quebrado
Retrato do que o tempo faz
Com aquilo que não é bem cuidado
Nosso amor, uma casa em ruínas
Corações feridos, almas magoadas
Nossas lembranças dançando
Como bailarinas querendo ser perdoadas
Nossos sonhos, rascunhos esquecidos
Na mesa de um escritor
E de nós dois o que sobrou
Se reconstruiu além da dor
Rosangela Prado
terça-feira, 31 de maio de 2011
Estrelas
Estrelas no céu
Estrelas no mar
Um beijo escondido
Na cor do luar
Rosa vermelha
Que tem o rubor
Do sol que espelha
O seu resplendor
Tanta beleza
Metamorfose de amor
Revive a natureza
Do seu criador
Rosangela Prado
Estrelas no mar
Um beijo escondido
Na cor do luar
Rosa vermelha
Que tem o rubor
Do sol que espelha
O seu resplendor
Tanta beleza
Metamorfose de amor
Revive a natureza
Do seu criador
Rosangela Prado
sábado, 28 de maio de 2011
Viúva aranha
Tece com sua manha
A viúva aranha
A teia que arranha
Tece o seu laço
Em pequeno espaço
O seu embaraço
Deixa o gôsto ameno
Do doce veneno
Em meio ao sereno
Diz que ama a sorte
E um macho forte
Beija com a morte
Se veste de luto
Por motivo justo
Para dar o susto
Ri do meu pavor
Ri do meu horror
Ri do meu estopor
É sem sentimento
Mas por um momento
Cai de encantamento
Rosangela Prado
A viúva aranha
A teia que arranha
Tece o seu laço
Em pequeno espaço
O seu embaraço
Deixa o gôsto ameno
Do doce veneno
Em meio ao sereno
Diz que ama a sorte
E um macho forte
Beija com a morte
Se veste de luto
Por motivo justo
Para dar o susto
Ri do meu pavor
Ri do meu horror
Ri do meu estopor
É sem sentimento
Mas por um momento
Cai de encantamento
Rosangela Prado
Quem
Quem guia nos ares
A águia que voa?
Quem dita aos mares
O canto que entoa?
Quem chama as estrelas
Ao anoitecer?
Quem ao sol acorda
Ao amanhecer?
Quem diz ao amor
Quando pousar?
Quem me deu voce
Prá poder amar?
Rosangela Prado
A águia que voa?
Quem dita aos mares
O canto que entoa?
Quem chama as estrelas
Ao anoitecer?
Quem ao sol acorda
Ao amanhecer?
Quem diz ao amor
Quando pousar?
Quem me deu voce
Prá poder amar?
Rosangela Prado
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Homem valente
Vasta campina
Ave de rapina
Sangue vertendo
No chão se perdendo
Vida roubada
Na pedra tombada
Sob o olhar da morte
Que se julga forte
Homem amado
Por preço comprado
Não faz a viagem
Sem ter a passagem
Nem toma o trem
Sem saber de onde vem
Se orgulha do nome
Mesmo que com fome
Sabe que no passado
Seu destino foi traçado
Não troca o caminho
Por causa do espinho
Respira ofegante
Ao ver o gigante
Ri como criança
Quando entra na dança
Beija a mulher
Quando esta lhe quer
Esquece o rosto que enruga
Ao planejar a fuga
E cai desarmado
Como bicho domado
Não deixa a batalha
Mesmo quando falha
Segue sorrindo
Ainda que fingindo
Segue cantando
Ainda que chorando
Homem valente
Não cala,nem mente
Nem foge da dor
Ainda que seja de amor
Rosangela Prado
Ave de rapina
Sangue vertendo
No chão se perdendo
Vida roubada
Na pedra tombada
Sob o olhar da morte
Que se julga forte
Homem amado
Por preço comprado
Não faz a viagem
Sem ter a passagem
Nem toma o trem
Sem saber de onde vem
Se orgulha do nome
Mesmo que com fome
Sabe que no passado
Seu destino foi traçado
Não troca o caminho
Por causa do espinho
Respira ofegante
Ao ver o gigante
Ri como criança
Quando entra na dança
Beija a mulher
Quando esta lhe quer
Esquece o rosto que enruga
Ao planejar a fuga
E cai desarmado
Como bicho domado
Não deixa a batalha
Mesmo quando falha
Segue sorrindo
Ainda que fingindo
Segue cantando
Ainda que chorando
Homem valente
Não cala,nem mente
Nem foge da dor
Ainda que seja de amor
Rosangela Prado
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Ainda tenho companhia
Tu que andas pelos cantos
Me espreitando e aguardando
O momento certo e exato
Prá se fazer presente
Por favor eu te peço
Dê-me um tempo a mais
Pois ainda tenho companhia
Uma boa companhia...
Ah! solidão com certeza
Vais me cobrir como um véu
E devorar o meu vazio com a tua fome
E insaciável que és
Vais me fazer sentir a cada dia
O tamanho da tua fôrça
Vais colher as minhas lágrimas
E os meus suspiros
Vais conhecer minhas lembranças
Se alimentar das minhas saudades
Habitar nas minhas noites
Povoar meus pesadelos
E quando eu não puder dormir
Serás como um fantasma ao meu lado
Me fazendo ver como é grande e fria a minha cama
Solidão, solidão...
Aguarde um pouco mais
Ainda tenho companhia
Uma boa companhia....
Rosangela Prado
Me espreitando e aguardando
O momento certo e exato
Prá se fazer presente
Por favor eu te peço
Dê-me um tempo a mais
Pois ainda tenho companhia
Uma boa companhia...
Ah! solidão com certeza
Vais me cobrir como um véu
E devorar o meu vazio com a tua fome
E insaciável que és
Vais me fazer sentir a cada dia
O tamanho da tua fôrça
Vais colher as minhas lágrimas
E os meus suspiros
Vais conhecer minhas lembranças
Se alimentar das minhas saudades
Habitar nas minhas noites
Povoar meus pesadelos
E quando eu não puder dormir
Serás como um fantasma ao meu lado
Me fazendo ver como é grande e fria a minha cama
Solidão, solidão...
Aguarde um pouco mais
Ainda tenho companhia
Uma boa companhia....
Rosangela Prado
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Até quando...
Até quando desejaremos
Nos aquecer no calor do sol
E ele não nos queimará?
Até quando ouviremos
O canto do rouxinol
Ou sua espécie se extinguirá?
Até quando veremos
As flores colorindo a paisagem
Ou a terra se desertificará?
Até quando refletiremos
No lago calmo a nossa imagem?
Até quando ouviremos
O rio cantar de alegria?
Até quando nos saciaremos
Na delícia de sua água fria?
Ou nos mataremos
Quando essa riqueza escassear?
Até quando o céu chorará
Suas lágrimas de chuva sobre a terra?
Até quando a terra fecundará
E dará o fruto que o se ventre encerra?
Ou a terra de tão estéril suas entranhas exibirá?
Até quando respiraremos
O ar que nos mantém a vida?
Ou seremos mutantes
Capazes de não perecer ao veneno respirar?
Até quando viveremos
Trabalhando para além da comida?
Ou consumiremos até o fim
Os recursos de sobrevivência da vida?
Até quando olharemos o humano
E ainda nos identificaremos como espécie?
Ou o nosso caminho é tão insano
Que retrocederemos ao agir
Instintivo dos irracionais?
Até quando diremos do amor
Como remédio para toda ferida?
Até quando acreditaremos
Que sem mudança haverá saída?
Ou já perdemos a esperança
E nos lançamos numa trajetória suicida?
Até quando ainda riremos
Das gracinhas das nossas crianças?
Ou se elas deixarem de existir
Nossos velhos é que rirão
Das nossas lambanças?
Até quando ainda sobreviveremos
Até nos tornarmos apenas lembranças?
Até quando?
Rosangela Prado
Nos aquecer no calor do sol
E ele não nos queimará?
Até quando ouviremos
O canto do rouxinol
Ou sua espécie se extinguirá?
Até quando veremos
As flores colorindo a paisagem
Ou a terra se desertificará?
Até quando refletiremos
No lago calmo a nossa imagem?
Até quando ouviremos
O rio cantar de alegria?
Até quando nos saciaremos
Na delícia de sua água fria?
Ou nos mataremos
Quando essa riqueza escassear?
Até quando o céu chorará
Suas lágrimas de chuva sobre a terra?
Até quando a terra fecundará
E dará o fruto que o se ventre encerra?
Ou a terra de tão estéril suas entranhas exibirá?
Até quando respiraremos
O ar que nos mantém a vida?
Ou seremos mutantes
Capazes de não perecer ao veneno respirar?
Até quando viveremos
Trabalhando para além da comida?
Ou consumiremos até o fim
Os recursos de sobrevivência da vida?
Até quando olharemos o humano
E ainda nos identificaremos como espécie?
Ou o nosso caminho é tão insano
Que retrocederemos ao agir
Instintivo dos irracionais?
Até quando diremos do amor
Como remédio para toda ferida?
Até quando acreditaremos
Que sem mudança haverá saída?
Ou já perdemos a esperança
E nos lançamos numa trajetória suicida?
Até quando ainda riremos
Das gracinhas das nossas crianças?
Ou se elas deixarem de existir
Nossos velhos é que rirão
Das nossas lambanças?
Até quando ainda sobreviveremos
Até nos tornarmos apenas lembranças?
Até quando?
Rosangela Prado
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Eu queria
Eu queria poder cantar você
Numa melodia que te envolvesse por inteiro
Eu queria poder tocar você
Com uma canção em que você fôsse meu parceiro
Eu queria desenhar você
Na tela do meu corpo suado
Eu queria esculpir você
Na areia de um sonho não acabado
Eu queria escrever sobre você
Nas páginas da minha história
Eu queria dizer sobre você
De uma maneira não ilusória
Eu queria me lembrar de você
Com um toque de realidade
Eu queria estar com você
Por um minuto e matar a saudade
Eu queria chegar até você
E não precisar dizer nada
Eu queria olhar prá você
E deixar nossos corpos dizerem tudo
Rosangela Prado
Numa melodia que te envolvesse por inteiro
Eu queria poder tocar você
Com uma canção em que você fôsse meu parceiro
Eu queria desenhar você
Na tela do meu corpo suado
Eu queria esculpir você
Na areia de um sonho não acabado
Eu queria escrever sobre você
Nas páginas da minha história
Eu queria dizer sobre você
De uma maneira não ilusória
Eu queria me lembrar de você
Com um toque de realidade
Eu queria estar com você
Por um minuto e matar a saudade
Eu queria chegar até você
E não precisar dizer nada
Eu queria olhar prá você
E deixar nossos corpos dizerem tudo
Rosangela Prado
quarta-feira, 18 de maio de 2011
A rosa e o sol
A rosa plantada no jardim
Olha o céu cheio de nuvens
Que por um descuido
Deixam o sol se mostrar
E ele se exibe e se insinua
E a rosa pelo sol se encanta
E prá ele se enfeita
Com seu vestido vermelho
Dança a sua dança
Ao ritmo do vento
Exala seu perfume mais puro
Pede ao vento prá soprar mais forte
Quem sabe o sol possa senti-lo
Mas o sol se vai sem dizer que voltaria
E a rosa de tristeza rasga seu vestido
Nas pontas de seus espinhos
E na manhã seguinte quando o sol reaparece
Vê apenas retalhos vermelhos no chão...
Rosangela Prado
Olha o céu cheio de nuvens
Que por um descuido
Deixam o sol se mostrar
E ele se exibe e se insinua
E a rosa pelo sol se encanta
E prá ele se enfeita
Com seu vestido vermelho
Dança a sua dança
Ao ritmo do vento
Exala seu perfume mais puro
Pede ao vento prá soprar mais forte
Quem sabe o sol possa senti-lo
Mas o sol se vai sem dizer que voltaria
E a rosa de tristeza rasga seu vestido
Nas pontas de seus espinhos
E na manhã seguinte quando o sol reaparece
Vê apenas retalhos vermelhos no chão...
Rosangela Prado
terça-feira, 17 de maio de 2011
Vazio
Deito e me cubro com a lembrança do teu corpo
Imaginando que assim o frio vai embora
O frio que a alma enrijece
E que a solidão contempla e não se compadece
No meu quarto se amplia o vazio
Que as paredes não podem conter
Nem as palavras que desejo te dizer
Podem vencer esse desafio
Pois só o fogo da tua presença
Pode minha alma aquecer
Tua ausência pra mim é a sentença
Que me condena a longe de ti viver
Rosangela Prado
Imaginando que assim o frio vai embora
O frio que a alma enrijece
E que a solidão contempla e não se compadece
No meu quarto se amplia o vazio
Que as paredes não podem conter
Nem as palavras que desejo te dizer
Podem vencer esse desafio
Pois só o fogo da tua presença
Pode minha alma aquecer
Tua ausência pra mim é a sentença
Que me condena a longe de ti viver
Rosangela Prado
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Todos os dias
Todos os dias o sol se põe
Mas nem um pôr do sol é igual
Tantos rostos passeiam pelas ruas
Mas os sentimentos são tão desiguais
As ondas são como frases repetidas
Mas cada uma tem a sua história
Tantos são os caminhos
Quão diferetes são os destinos
O relógio que marca o que passou
Não pode marcar o quanto falta
O coração que como um sino dobra
Não escolhe por quem vai bater
O pensamento é como um vento sem dono
Ninguém o pode deter
Saudade um sentimento alado
Que não perde a direção
Mantém voce sempre perto
Prá consolar meu coração
Rosangela Prado
Mas nem um pôr do sol é igual
Tantos rostos passeiam pelas ruas
Mas os sentimentos são tão desiguais
As ondas são como frases repetidas
Mas cada uma tem a sua história
Tantos são os caminhos
Quão diferetes são os destinos
O relógio que marca o que passou
Não pode marcar o quanto falta
O coração que como um sino dobra
Não escolhe por quem vai bater
O pensamento é como um vento sem dono
Ninguém o pode deter
Saudade um sentimento alado
Que não perde a direção
Mantém voce sempre perto
Prá consolar meu coração
Rosangela Prado
Poesia inacabada
Retirei do meu rosto o véu
Tirei da minha boca o amargo do fel
Prendi no abismo o meu grito
Prá dizer o que eu acredito
Curei minha ferida com sal
Deixei fluir o que me é natural
Rasguei minhas roupas na rua
Deixei minha verdade nua
E voei nas asas do vento
E sorri...e sorri de contentamento
Rompi as fronteiras e os mares
Respirei novos ares
Rasguei meus contratos passados
Soltei meus pés enlaçados
E cantei o meu canto guardado
Retomei o sonho abandonado
Soltei minha alma aprisionada
Prá não ser mais violada
Vou reescrever uma história prá ser contada
Vou terminar minha poesia inacabada
Rosangela Prado
Tirei da minha boca o amargo do fel
Prendi no abismo o meu grito
Prá dizer o que eu acredito
Curei minha ferida com sal
Deixei fluir o que me é natural
Rasguei minhas roupas na rua
Deixei minha verdade nua
E voei nas asas do vento
E sorri...e sorri de contentamento
Rompi as fronteiras e os mares
Respirei novos ares
Rasguei meus contratos passados
Soltei meus pés enlaçados
E cantei o meu canto guardado
Retomei o sonho abandonado
Soltei minha alma aprisionada
Prá não ser mais violada
Vou reescrever uma história prá ser contada
Vou terminar minha poesia inacabada
Rosangela Prado
domingo, 15 de maio de 2011
O beija-flor
O beija-flor me conta segredos
Que ouviu no seu jardim
Me fala de histórias e enredos
Entre a rosa e o jasmim
Quando a noite desce enfim
E o silêncio começa a cantar
Canções serenas prá mim
Ouço falar teu nome numa canção singular
Abro a janela pra melhor ouvir
A voz que me chama baixinho
Um sussurro no meu pensamento
Cantando como riacho que corre mansinho
E no meio dessa noite me dá alento
A saudade que se veste de desejo
Despe meu coração do medo de sentir
O querer se faz sinônimo do proibir
O desejar do não possuir
A solidão responde pelo teu nome
A fome que sinto não é de pão
E a minha sêde só teus beijos podem saciar
A distância que nos separa é maior
Do que em kilômetros se pode medir
Ainda que sem poder te tocar
Ainda que só, preciso confessar
O quanto te quero mesmo não podendo ficar
Rosangela Prado
Que ouviu no seu jardim
Me fala de histórias e enredos
Entre a rosa e o jasmim
Quando a noite desce enfim
E o silêncio começa a cantar
Canções serenas prá mim
Ouço falar teu nome numa canção singular
Abro a janela pra melhor ouvir
A voz que me chama baixinho
Um sussurro no meu pensamento
Cantando como riacho que corre mansinho
E no meio dessa noite me dá alento
A saudade que se veste de desejo
Despe meu coração do medo de sentir
O querer se faz sinônimo do proibir
O desejar do não possuir
A solidão responde pelo teu nome
A fome que sinto não é de pão
E a minha sêde só teus beijos podem saciar
A distância que nos separa é maior
Do que em kilômetros se pode medir
Ainda que sem poder te tocar
Ainda que só, preciso confessar
O quanto te quero mesmo não podendo ficar
Rosangela Prado
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Lembrança
A lembrança que tenho de ti
É como um rio que serpenteia meu corpo
É como fogo brotando do chão
É como vento na tempestade
É brisa em tarde de verão
É como doce nas mãos de criança
É como riso sem trava ou censura
É um abraço cheio de saudade
É mentira com gôsto de verdade
Me faz tão bem me lembrar de ti
Abre as janelas da minha alma
Faz meu sangue dançar
Faz com que me atraia o espelho
E nele o belo eu vá rebuscar
Prá te mandar de presente
Uma imagem pra recordar
Tento encontrar no passado
No que o tempo não deixou passar
Gôtas de juventude
Que possam teus olhos lavar
Contas de lágrimas
Que a saudade sem querer
Faz dos meus olhos brotar
Na esperança de te ver
Rosangela Prado
É como um rio que serpenteia meu corpo
É como fogo brotando do chão
É como vento na tempestade
É brisa em tarde de verão
É como doce nas mãos de criança
É como riso sem trava ou censura
É um abraço cheio de saudade
É mentira com gôsto de verdade
Me faz tão bem me lembrar de ti
Abre as janelas da minha alma
Faz meu sangue dançar
Faz com que me atraia o espelho
E nele o belo eu vá rebuscar
Prá te mandar de presente
Uma imagem pra recordar
Tento encontrar no passado
No que o tempo não deixou passar
Gôtas de juventude
Que possam teus olhos lavar
Contas de lágrimas
Que a saudade sem querer
Faz dos meus olhos brotar
Na esperança de te ver
Rosangela Prado
Meu olhar
Meu olhar é cativo
Do teu lindo jeito de olhar
E de tanto te olhar
Voce se tornou dono do meu olhar
Às vezes tento me aventurar
E outro olhar encontrar
Mas teus olhos enfeitiçaram os meus
São donos do meu olhar
Meu olhar é espelho
Do teu olhar
Nele eu reflito
O dono do meu olhar
Rosangela Prado
Do teu lindo jeito de olhar
E de tanto te olhar
Voce se tornou dono do meu olhar
Às vezes tento me aventurar
E outro olhar encontrar
Mas teus olhos enfeitiçaram os meus
São donos do meu olhar
Meu olhar é espelho
Do teu olhar
Nele eu reflito
O dono do meu olhar
Rosangela Prado
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Nos ares
Nos ares de um céu
Que eu desconheço
Em meio às estrelas
Eu estremeço
Eu busco um rosto
Que eu conheço
E no colo da lua
Eu adormeço
Em meio às fragrâncias
Da madrugada
Desperto ao som
Da passarada
Envôlta em cores
De lindas matizes
Do véu do dia
De crianças felizes
Rosangela Prado
Que eu desconheço
Em meio às estrelas
Eu estremeço
Eu busco um rosto
Que eu conheço
E no colo da lua
Eu adormeço
Em meio às fragrâncias
Da madrugada
Desperto ao som
Da passarada
Envôlta em cores
De lindas matizes
Do véu do dia
De crianças felizes
Rosangela Prado
terça-feira, 10 de maio de 2011
Seria amor
Ah! Se não tivesses demorado tanto
Ou se eu não saísse tão depressa
Talvez tivéssemos nos encontrado
Em algum lugar
Antes de outros amores
Antes de outras paixões
Ah! Se pudéssemos determinar
O tempo e o lugar...
Seria antes o depois...
Seria sim o que foi não
Seria amor...
Esse amor...
Que eu não sei se é só meu
Ou se é de nós dois
Mas com certeza
É um pouco meu...
É um pouco seu...
Rosangela Prado
Ou se eu não saísse tão depressa
Talvez tivéssemos nos encontrado
Em algum lugar
Antes de outros amores
Antes de outras paixões
Ah! Se pudéssemos determinar
O tempo e o lugar...
Seria antes o depois...
Seria sim o que foi não
Seria amor...
Esse amor...
Que eu não sei se é só meu
Ou se é de nós dois
Mas com certeza
É um pouco meu...
É um pouco seu...
Rosangela Prado
domingo, 8 de maio de 2011
Prá me lembrar
Escondi meu coração
Prá que ele não ouvisse mais tua voz
Nem cantasse mais a tua canção
Mandei um recado prá lua
Prá que quando ela se mostrasse cheia
Me lembrasse de que não sou sua
Pedi ao sol que se lembrasse do que prometeu
Que todos os dias quando ele se for
Me fará lembrar de que não és meu
Mandei um pássaro dizer ao mar
Que parasse de repetir
Minhas frases de amor no seu cantar
Pedi ao vento que silenciasse
Pois já não posso ouvir seus recados
Pedi então que se desviasse
Mas não resisti e mandei soltar as lembranças
Que mais me aproximam de ti
Elas brincam como crianças
Dentro da saudade que habita em mim
Rosangela Prado
Prá que ele não ouvisse mais tua voz
Nem cantasse mais a tua canção
Mandei um recado prá lua
Prá que quando ela se mostrasse cheia
Me lembrasse de que não sou sua
Pedi ao sol que se lembrasse do que prometeu
Que todos os dias quando ele se for
Me fará lembrar de que não és meu
Mandei um pássaro dizer ao mar
Que parasse de repetir
Minhas frases de amor no seu cantar
Pedi ao vento que silenciasse
Pois já não posso ouvir seus recados
Pedi então que se desviasse
Mas não resisti e mandei soltar as lembranças
Que mais me aproximam de ti
Elas brincam como crianças
Dentro da saudade que habita em mim
Rosangela Prado
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Eu andava...
Eu andava por caminhos desertos
Traçados em meio às multidões
Eu caminhava entre homens espertos
Querendo impor suas opiniões
Eu vi quando venderam o sorriso das crianças
Pra comprarem poder
Eu vi quando apagaram as lembranças
De tudo o que elas desejavam ser
Enquanto os tapetes vermelhos
Acolhem os pés inescrupulosos
Inventam -se novos conselhos
Para acobertar os poderosos
Dos palácios ouve-se o som
Do chôro e dos estômagos vazios
Uma música tocada noutro tom
Nas encostas dos môrros e terrenos baldios
O estampido dos tiros
Em contraste com a arte
Os lamentos e suspiros
Espalhados em toda parte
A fome e a doença
A miséria e a privação
Mudando do homem a crença
Arrojando o coração
Vi o homem se tornar menino
Vi o fraco se tornar forte
Diante do cantar de um hino
A esperança de se mudar a sorte
Rosangela Prado
Traçados em meio às multidões
Eu caminhava entre homens espertos
Querendo impor suas opiniões
Eu vi quando venderam o sorriso das crianças
Pra comprarem poder
Eu vi quando apagaram as lembranças
De tudo o que elas desejavam ser
Enquanto os tapetes vermelhos
Acolhem os pés inescrupulosos
Inventam -se novos conselhos
Para acobertar os poderosos
Dos palácios ouve-se o som
Do chôro e dos estômagos vazios
Uma música tocada noutro tom
Nas encostas dos môrros e terrenos baldios
O estampido dos tiros
Em contraste com a arte
Os lamentos e suspiros
Espalhados em toda parte
A fome e a doença
A miséria e a privação
Mudando do homem a crença
Arrojando o coração
Vi o homem se tornar menino
Vi o fraco se tornar forte
Diante do cantar de um hino
A esperança de se mudar a sorte
Rosangela Prado
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Nuvem passageira
Nuvem passageira
Pensamento a viajar
Dono do meu mundo
Sol a clarear
Com uma melodia
Toca meu coração
Onda que se levanta
Quebrando a emoção
Chôro que liberto
Questões a maltratar
Rio que carrega
Meu olhar para além mar
Dor que ignoro
Fogo de paixão
Ponto de encontro
Sem definição
Notas que se juntam
Prá fazer uma canção
Seres que se abraçam
Prá formar um coração
Fatos e lembranças
momentos prá eternizar
Sonhos e desejos
Que queremos realizar
Rosangela Prado
Pensamento a viajar
Dono do meu mundo
Sol a clarear
Com uma melodia
Toca meu coração
Onda que se levanta
Quebrando a emoção
Chôro que liberto
Questões a maltratar
Rio que carrega
Meu olhar para além mar
Dor que ignoro
Fogo de paixão
Ponto de encontro
Sem definição
Notas que se juntam
Prá fazer uma canção
Seres que se abraçam
Prá formar um coração
Fatos e lembranças
momentos prá eternizar
Sonhos e desejos
Que queremos realizar
Rosangela Prado
Aviso
O chão que eu piso
Prá mim é um aviso
De que a vida passa
E nada amordaça
O tempo me leva
E me levando me eleva
Acima dos meus defeitos
De feitos que mudam meus conceitos
Conceitos que adquiro
Quando admiro
E admirando vou criando
Diferentes rostos desenhando
Desenhos que traçados
De traços não ligados,espaçados
Por espaços tão ligados
Por liga ajuntados
Ajustados ao que a vida
Vivida sem medida
Destemida
Que sem medo ainda pisa
E pisando me avisa
Que a vida passa
E nada amordaça
Rosangela Prado
Prá mim é um aviso
De que a vida passa
E nada amordaça
O tempo me leva
E me levando me eleva
Acima dos meus defeitos
De feitos que mudam meus conceitos
Conceitos que adquiro
Quando admiro
E admirando vou criando
Diferentes rostos desenhando
Desenhos que traçados
De traços não ligados,espaçados
Por espaços tão ligados
Por liga ajuntados
Ajustados ao que a vida
Vivida sem medida
Destemida
Que sem medo ainda pisa
E pisando me avisa
Que a vida passa
E nada amordaça
Rosangela Prado
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