Eu queria reger a vida
Com a habilidade de um maestro
Quando rege uma orquestra
Fazer da minha vida uma melodia
Escrevendo as notas na pauta certa
E aprender como um pintor
A misturar as cores com perfeição
Eu queria pintar a minha vida
Com uma tonalidade mais feliz
E expressar na tela do meu rosto
O sentimento exato
Retirar o véu do meu coração
Abrir meu peito
Deixar o sol entrar e tudo iluminar
Retirar as trancas do meu sorriso
E o amargo da minha boca
Poder cantar a minha música
No tom certo da minha voz
Eu queria encontrar a harmonia
Das cores e dos tons
Do silêncio e dos sons
Eu queria ter o dom de esquecer
As lágrimas que rolaram
As feridas que sangraram
Os sonhos que naufragaram...
Mas hoje sei que melhor do que esquecer
É lembrar que por tudo que vivi
Hoje posso ser melhor
Rosangela Prado
quinta-feira, 23 de junho de 2011
terça-feira, 21 de junho de 2011
Aprendiz
Ruas quebradas
Esquinas viradas
Pontos de decisão
Destinos do coração
Escolhas perfeitas
Bagagens desfeitas
Rumos contrários
Segredos de armários
Riscados,grifados
Depois apagados
Com tinta e verniz
Mão de aprendiz
Tentando traçar
Seu próprio andar
Tentando assimilar
A arte de amar
Rosangela Prado
Esquinas viradas
Pontos de decisão
Destinos do coração
Escolhas perfeitas
Bagagens desfeitas
Rumos contrários
Segredos de armários
Riscados,grifados
Depois apagados
Com tinta e verniz
Mão de aprendiz
Tentando traçar
Seu próprio andar
Tentando assimilar
A arte de amar
Rosangela Prado
Teus olhos
Teus olhos...
Profundas águas claras
Contando histórias raras
Das suas aventuras
Voando nas alturas
De um céu que é só seu
De um sonho que é só meu
Trilhas perigosas
Curvas sinuosas
Descrevem o caminho
Onde pousa de mansinho
Um coração deslumbrado
Às vezes assustado
Um rosto já maduro
Às vezes inseguro
Desejando parar o tempo
Pra alcançar seu sentimento
Inventando novas memórias
Reescrevendo suas histórias
Desvinculado do passado
Desejando apenas ser amado
Rosangela Prado
Profundas águas claras
Contando histórias raras
Das suas aventuras
Voando nas alturas
De um céu que é só seu
De um sonho que é só meu
Trilhas perigosas
Curvas sinuosas
Descrevem o caminho
Onde pousa de mansinho
Um coração deslumbrado
Às vezes assustado
Um rosto já maduro
Às vezes inseguro
Desejando parar o tempo
Pra alcançar seu sentimento
Inventando novas memórias
Reescrevendo suas histórias
Desvinculado do passado
Desejando apenas ser amado
Rosangela Prado
sábado, 18 de junho de 2011
Rosa dos ventos
A rosa dos ventos
Marca a direção
Dos meus pensamentos
Buscando seu coração
O seio da terra
Repete os segredos
Que o medo encerra
Em muitos enredos
Minha alma é o espelho
Que reflete o meu bem querer
E de dentro da minha solidão
Apenas eu posso te ver
Rosangela Prado
Marca a direção
Dos meus pensamentos
Buscando seu coração
O seio da terra
Repete os segredos
Que o medo encerra
Em muitos enredos
Minha alma é o espelho
Que reflete o meu bem querer
E de dentro da minha solidão
Apenas eu posso te ver
Rosangela Prado
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Sentença
Olhos que não se cansam de ver
Os olhos que não podem ter
Paisagem colorida a vibrar
Na tela de uma vida singular
Uma história sendo escrita no vazio
De um livro esquecido,meu desvario
Caminhos que se cobiçam
Brasas que se atiçam
Corpos que se desejam
Bocas que não se beijam
Águas que correm
Desabafos que morrem
Lembranças que perduram
Sonhos que murmuram
Como pesadelos
Entre meus cabelos
As palavras que adio
Para um futuro vazio
Sem a tua presença
Essa é minha sentença
Viver dias sem vaidade
Só repletos de saudade
Rosangela Prado
Os olhos que não podem ter
Paisagem colorida a vibrar
Na tela de uma vida singular
Uma história sendo escrita no vazio
De um livro esquecido,meu desvario
Caminhos que se cobiçam
Brasas que se atiçam
Corpos que se desejam
Bocas que não se beijam
Águas que correm
Desabafos que morrem
Lembranças que perduram
Sonhos que murmuram
Como pesadelos
Entre meus cabelos
As palavras que adio
Para um futuro vazio
Sem a tua presença
Essa é minha sentença
Viver dias sem vaidade
Só repletos de saudade
Rosangela Prado
terça-feira, 14 de junho de 2011
Vou embora
Vou embora
Vou seguir as estrelas
Até que possa acordar o sol
Vou embora
Para o meu recanto
Onde o desencanto
É o desfêcho do que foi encanto
Vou embora
Vou escapar de uma sina
Vou virar numa esquina
Voltar a ser menina
Dentro dos teus olhos
Rosangela Prado
Vou seguir as estrelas
Até que possa acordar o sol
Vou embora
Para o meu recanto
Onde o desencanto
É o desfêcho do que foi encanto
Vou embora
Vou escapar de uma sina
Vou virar numa esquina
Voltar a ser menina
Dentro dos teus olhos
Rosangela Prado
Como...
Como suportar a dor
De não se ter um ninho?
Como encontrar calor
Sem o teu carinho?
Como um vôo alçar
Sem ter céu para voar?
Como ser um passarinho
Sem voce prá me esperar?
Rosangela Prado
De não se ter um ninho?
Como encontrar calor
Sem o teu carinho?
Como um vôo alçar
Sem ter céu para voar?
Como ser um passarinho
Sem voce prá me esperar?
Rosangela Prado
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Mar de vidro
Onde está o mar?
Onde está o meu mar?
Onde eu era livre pra seguir meus sonhos...
Não falo desse mar de vidro
Que hoje é o meu lar
Esse mar com meio litro d'água
Sem sol,sem vida, sem cor...
Eu sou apenas um peixe solitário
Da estirpe mais comum
Dentro de um pequeno mar de vidro
Exposto sobre o armário
Não há nada novo aqui
Tudo é sempre igual
Sigo no meu rodear
Dia e noite sem parar
E de dentro do meu mar de vidro
Vejo quem vem me observar
Vejo olhos intrigantes
Olhos curiosos
Olhos maliciosos...
Eu fico a me perguntar
O que esperam esses olhos?
O que eles querem ver?
O que um pequeno peixe sózinho
Aprisionado num mar de vidro
Pode a esses olhos oferecer?
Será que esperam que nesse meu rodear
Eu dê um salto tão alto
Pra fora desse lugar?
Ou será que posso sózinha
Cometer algum delito
Algo que seja anormal
Capaz de virar manchete de jornal?
Ou apenas a imaginação desses olhos
É capaz de alimentar a sagacidade
Desses que vivem a me espreitar?
Ou será que querem
Gôta a gôta retirarem
Da minha lembrança meu mar
Até que me falte o ar
Até que me falte o sonho
Até que me falte a vida
Dentro desse meu mar
Meu pequeno mar de vidro
Meu pequeno rodear
Rosangela Prado
Onde está o meu mar?
Onde eu era livre pra seguir meus sonhos...
Não falo desse mar de vidro
Que hoje é o meu lar
Esse mar com meio litro d'água
Sem sol,sem vida, sem cor...
Eu sou apenas um peixe solitário
Da estirpe mais comum
Dentro de um pequeno mar de vidro
Exposto sobre o armário
Não há nada novo aqui
Tudo é sempre igual
Sigo no meu rodear
Dia e noite sem parar
E de dentro do meu mar de vidro
Vejo quem vem me observar
Vejo olhos intrigantes
Olhos curiosos
Olhos maliciosos...
Eu fico a me perguntar
O que esperam esses olhos?
O que eles querem ver?
O que um pequeno peixe sózinho
Aprisionado num mar de vidro
Pode a esses olhos oferecer?
Será que esperam que nesse meu rodear
Eu dê um salto tão alto
Pra fora desse lugar?
Ou será que posso sózinha
Cometer algum delito
Algo que seja anormal
Capaz de virar manchete de jornal?
Ou apenas a imaginação desses olhos
É capaz de alimentar a sagacidade
Desses que vivem a me espreitar?
Ou será que querem
Gôta a gôta retirarem
Da minha lembrança meu mar
Até que me falte o ar
Até que me falte o sonho
Até que me falte a vida
Dentro desse meu mar
Meu pequeno mar de vidro
Meu pequeno rodear
Rosangela Prado
domingo, 5 de junho de 2011
Entre as estrelas
Eu dancei dentro dos teus olhos
E voce não me enxergou
Eu cantei aos teus ouvidos
E voce não me escutou
Eu morei no teu coração
E voce não me percebeu
Te contei minhas histórias
E voce não me conheceu
Viajei pelo teu corpo
E voce não me desejou
Segurei na tua mão
E voce não me levou
Eu quiz seguir contigo
Mas voce não me chamou
E quando me procurou
Eu já não estava lá
E voce cantou prá mim
Quando eu não mais podia te ouvir
Quando seu corpo sentiu frio
Então voce me desejou
Quando seu coração ficou vazio
Então voce me chamou
E enquanto me buscas entre as estrelas
Eu continuo te tocando
Sem voce me perceber...
Rosangela Prado
E voce não me enxergou
Eu cantei aos teus ouvidos
E voce não me escutou
Eu morei no teu coração
E voce não me percebeu
Te contei minhas histórias
E voce não me conheceu
Viajei pelo teu corpo
E voce não me desejou
Segurei na tua mão
E voce não me levou
Eu quiz seguir contigo
Mas voce não me chamou
E quando me procurou
Eu já não estava lá
E voce cantou prá mim
Quando eu não mais podia te ouvir
Quando seu corpo sentiu frio
Então voce me desejou
Quando seu coração ficou vazio
Então voce me chamou
E enquanto me buscas entre as estrelas
Eu continuo te tocando
Sem voce me perceber...
Rosangela Prado
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