quarta-feira, 15 de junho de 2011

Sentença

Olhos que não se cansam de ver
Os olhos que não podem ter
Paisagem colorida a vibrar
Na tela de uma vida singular
Uma história sendo escrita no vazio
De um livro esquecido,meu desvario
Caminhos que se cobiçam
Brasas que se atiçam
Corpos que se desejam
Bocas que não se beijam
Águas que correm
Desabafos que morrem
Lembranças que perduram
Sonhos que murmuram
Como pesadelos
Entre meus cabelos
As palavras que adio
Para um futuro vazio
Sem a tua presença
Essa é minha sentença
Viver dias sem vaidade
Só repletos de saudade

Rosangela Prado

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