Na violenta
Noite na rua
O sangue esquenta
A morte está nua
Na madrugada
Em meio ao vazio
A luz apagada
Só resta o pavio
Ouço um gemido
No meio do lixo
Um som tão sofrido
Tal qual um cochicho
Mais adiante
Um corpo adornado
Coma ar sorridente
Está sendo comprado
Em meio aos cães
Caminham outros cães
E são tão iguais
Nos seus ideais
A noite acoberta
Um momento sombrio
Sinal de alerta
Um rosto vadio
E o dia amanhece...
E o sol ilumina
O que não se esquece
Nem se domina
Rosangela Prado
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