É uma tarde quente
O vapor subindo no asfalto
Apenas uma brisa leve
Muito leve...
Tocando a minha pele
Numa forma de carinho
Uma borboleta passou distraída
Como distraído está meu pensamento
E como num vôo sem vento
As aves flutuam no ar
Quase sem vida
Quase sem rumo
A natureza quase morta
Está mais viva do que eu
Meus pensamentos se rebelam
No meu cárcere
Está armado um motim
Minhas emoções
Querem saltar os muros
Dessa prisão dentro de mim
Quero quebrar as cadeias
Quero soltar os grilhões
Quero ser livre assim...
Dos outros e de mim...
Rosangela Prado
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