A alma do poeta canta e se alegra
Quando as palavras começam florescer
Quando o coração a si mesmo se entrega
Deixando a inspiração nascer
É uma fonte fluindo no deserto
Molhando a aridez das palavras desnutridas
Que sem emoção agonizam por certo
Como sementes num canto esquecidas
Mas a brisa morna que sai das lembranças
Invade o jardim da memória
Fazendo exalar o perfume
Que só a saudade consegue sentir
O poeta canta o que existe e o que inventa
Brinca com as palavras que domina
Cria fantasias e delas se alimenta
Se apaixona pelas coisas que escreve
Pois o amor pelas palavras
Faz com que elas cantem ao seu ouvido
A música que seu coração quer ouvir
Rosangela Prado
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