terça-feira, 26 de abril de 2011

Pouso forçado

Fiz um pouso forçado
Um momento trancado
Sem opção
Enquanto aprendo o silêncio
Desaprendo o sorriso
Com as palavras na mão
Deixo fluir os rios
Nascentes dos meus olhos
Na esperança que levem
Que lavem,que curem...
Releio capítulos desse livro
Cheio de  histórias vividas e inventadas
Com o pretexto de serem contadas
De serem cantadas
Relidas, aprendidas e esquecidas
Como águas que passaram
E não foram represadas
Como o espelho que reflete
A paisagem que deixo prá trás
Meus olhos refletem
O que vou desenhando
Ao longo do caminho
Que vou percorrendo


Rosangela Prado

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